09 de julho de 2026
Geral

Escolas pedem incentivo e Azulão do Morro cobra empenho dos colegas

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Após a passagem dos blocos, as escolas de samba que fizeram história em Bauru voltaram a mostrar suas fantasias na avenida. Além da Azulão do Morro - que desde que o Carnaval deixou de ser realizado no Sambódromo continuou se apresentando no Parque Jaraguá - o público apreciou o desfile da “Grande Escola”, formada pelas agremiações Tradição da Zona Norte, Coroa Imperial, Mocidade Independente da Vila Falcão e Águia de Ouro

A Azulão do Morro levou cerca de 180 integrantes para a Nações Unidas. Com o tema que versou sobre pássaros em extinção, ao som do samba-enredo “Santuário das Aves”, a escola apresentou um tripé abre-alas, um carro alegórico e três alas. A bateria desfilou com 30 músicos, sendo 12 crianças integrantes do projeto Sementes do Azulão.

Para a presidente da escola, Cleide Maria Neres Caleda, a Azulão manteve o samba de Bauru aceso nos últimos anos. “Cumprimos a nossa palavra. Mais uma vez, a Azulão não deixou o Carnaval de Bauru sozinho”, diz. Amanhã, seguindo uma tradição de oito anos, a escola volta a se apresentar na avenida Gabriel Rabello de Andrade, no parque Jaraguá, às 20h.

Ela avalia que a iniciativa de trazer blocos para a Nações Unidas é positiva. “Eles trazem novas perspectivas e idéias. Estão se organizando e isso é muito bom”, observa. Porém, Cleide criticou os dirigentes da “Grande Escola”. “As escolas poderiam se empenhar mais para mostrar ao poder público que realmente querem a volta do Carnaval. Assim, a prefeitura volta a colaborar. Faltou força de vontade”, avalia.

Após o desfile da Azulão do Morro, a “Grande Escola” tomou conta da avenida com centenas de integrantes. Francisco Carlos Saes, da Tradição, garante que não faltou empenho por parte dos dirigentes. Para ele, faltou dinheiro. “Para 2010, temos que começar a discutir logo após esse Carnaval”, afirma.

Saes diz que o poder público tem que se manifestar favorável ao retorno do Carnaval. “Se a prefeitura disser que quer, a escola pode fazer seus eventos, buscar incentivo no governo federal, tem leis de incentivo fiscal para isso”, pondera. Ele acredita que a apresentação na Nações Unidas também não foi o ideal. “Essa retomada não é na nossa casa, que é no Sambódromo. Lá tem mais estrutura, um carinho e conforto maior para o público”, diz.

Edvaldo Simões, o Dida da Águias de Ouro, avalia que o bauruense que o Carnaval no Sambódromo. “Se para um desfile de blocos na avenida veio 10 mil pessoas, imagina para um Carnaval mais organizado. Iria lotar o Sambódromo”, acredita.

____________________

Tranqüilidade

Mesmo com mais de 10 mil pessoas acompanhando os desfiles dos blocos e escolas de samba, o Carnaval foi muito tranqüilo. De acordo com o major Aírton Iósimo Martinez, coordenador operacional do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPMI), o investimento da prefeitura na infraestrutura do evento e o policiamento ostensivo, garantiu a segurança na Nações Unidas.

De acordo com o major, nenhum incidente grave foi registrado. A PM efetuou duas prisões durante o desfile. Um homem foi surpreendido dirigindo alcoolizado e um rapaz foi preso em flagrante por tentativa de furto.