09 de julho de 2026
Articulistas

Nossa infância inesquecível


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Nós tivemos uma infância maravilhosa, sem esses artefatos eletrônicos do mundo moderno. Nossos principais brinquedos eram os carrinhos de rolimã, patinetes simples, bolinhas de gude, pião, figurinhas de jogadores de futebol e a alegria quando eram “carimbadas” e os tradicionais “bafo”, telefones com barbantes e latas nas extremidades, futebol nas ruas com bolas de capotão (é esse mesmo o nome?), mesmo debaixo de chuva, brincadeiras nas enxurradas do meio fio das calçadas. De vez em quando, experimentávamos uma tragada de cigarro (escondido dos pais), só para ver como era. Mas que infância deliciosa, no meio de amigos de verdade. Vez ou outra, uma briguinha, mas sem grandes conseqüências e sem ressentimentos posteriores.

Shakespeare disse uma vez: "Os verdadeiros amigos não são aqueles que nos enxugam as lágrimas e sim aqueles que não as deixam cair." Procurávamos preservar esse belo pensamento com naturalidade, sem o conhecer. Como é bom recordar nossa infância, sentido uma saudade radiante. Em nossas vidas, passam muitos amigos que nos deixam muito felizes, pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Existem outros que percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outros apenas os vemos entre um caminhar e outro, destilando a imposturice arraigada. Mas nós, com certeza, nos lembramos dos amigos de nossa infância, trazendo à memória seus rostos, seus nomes, seus trejeitos e seus sorrisos inspirando meiguice e confiança, extravasando compreensão, lealdade, solidariedade e fraternidade, entregando-se com ternura, abafando nossas tristezas, vivendo nossas alegrias e anseios., pois eles eram os irmãos selecionados pelo coração.

Respeitávamos nossos pais, pois sabíamos que eles foram também nossos perenes amigos, que vibravam com nosso sucesso e nos revitalizaram nos nossos tropeços, com compreensão e meiguice. Eles foram o óleo doce, suave, e perfumados, extraído do fruto do amor, caídos de seus corações, sempre prontos a compartilhar, capazes de choras, mas, sobretudo de sorrir. Respeitávamos nossos professores, pois sabíamos que eles cultivavam a cultura e inteligência e amoldavam os sentimentos puros no espírito dos alunos.

Respeitávamos nossos amigos, pois sabíamos que a verdadeira amizade é o mais alto estado da perfeição de uma comunidade e eles sempre nos abonaram um sorriso de solidariedade e esperança. Como é bom relembrar aqueles velhos tempos e como éramos felizes.

O autor, coronel Iracy Vieira Catalano, é integrante do Lions Clube de Bauru Centro