08 de julho de 2026
Turismo

Buenos Aires

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

É mentira que os “hermanos” têm alguma rivalidade com os brasileiros. Quando chegamos à Capital argentina somos tão bem recebidos que essa falsa impressão cai logo por terra. Em verdade, os argentinos e, em especial, os portenhos têm um carinho especial pelos vizinhos que falam português. Sabem tudo daqui, elogiam nossas praias e a beleza das mulheres, mas evitam falar sobre política e futebol. Mas para quê? Que fiquem com Maradona que nós temos Pelé, Ronaldos, Kakás para encher estádios.

Sem a menor sombra de dúvida, Buenos Aires é um roteiro redondo, mesmo que não se toque em bola. Embora o Aeroporto de Ezeiza esteja precisando de alguns reparos, a chegada é uma festa. O caminho entre o campo de pouso e a cidade é uma mostra do que esse lugar nos reserva. As avenidas, os viadutos, os condomínios com grama tratada e árvores com nuanças que, dependendo da época, se tingem de um azul royal, único, alegram os olhos e o coração.

O aeroporto é distante, como o de Guarulhos, aqui em São Paulo, mas o trânsito flui bem. A recepção nos hotéis, dependendo da categoria, dá direito a uma taça do melhor vinho argentino e até alfazores. Deixe as malas e parta para o roteiro que melhor lhe convier. E não se esqueça que em Buenos Aires a noite é para ser curtida. Nada de cama antes das duas, três, quatro da madrugada. Horas em que essa metrópole se enche de luzes e convida para um tango à la Gardel.

____________________

Tudo fácil, tudo barato

Elizabeth, professora bauruense aposentada, nunca tinha viajado de avião até que, no ano passado, foi via TAM para Buenos Aires. Antes de fechar as malas, bateu aquela ansiedade que pode fazer muitos planos irem por água. Mas foi firme: colocou casacos de lã no compartimento, tênis e botas confortáveis e partiu para uma nova descoberta. Se encantou de imediato. A ponto de, sozinha, descobrir a Capital. Ônibus na porta do hotel, táxis baratíssimos e uma rede eficiente de metrô abriram seus caminhos.

Ninguém volta de Buenos Aires reclamando da infra-estrutura e dos preços. A comida tem preço convidativo, a não ser que se desvie a rota para restaurantes estrelados em Puerto Madero. Na rua Florida há excelentes churrascarias com preços até mais em conta que em São Paulo e uma infinidade de estabelecimentos que oferecem “empanadas” quentinhas a preço de um pastel em nossa feira.