08 de julho de 2026
Internacional

Confissão de Paula à polícia não é válida

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Zurique - O advogado Roger Müller, que defende a brasileira Paula Oliveira, 26, - que diz ter sido vítima de um ataque de skinheads na Suíça no último dia 9 -, afirmou que o depoimento prestado pela jovem enquanto esteve hospitalizada não é válido.

Diferentemente do que informou o Ministério Público de Zurique no dia 19 deste mês, Müller afirmou que o depoimento formal de Oliveira ainda não ocorreu. O que ela disse no dia 13 não pode se utilizado contra ela, segundo defende.

O advogado não quis dar mais detalhes a respeito de sua estratégia de defesa. Anteriormente, o advogado havia declarado que estudava de duas a três estratégias para defendê-la, entre elas a de usar o fato de a brasileira sofrer de lúpus, o que serviria como atenuante.

Processo penal

Paula Oliveira também é investigada pela Promotoria de Zurique, sob a acusação de ter induzido a autoridade judiciária ao erro. Segundo o promotor suíço de cuida do caso, Marcel Frei, a brasileira pode ser presa por até três anos.

Ela foi enquadrada no artigo 304 do Código Penal suíço, que trata do crime de induzir a autoridade judiciária ao erro. A brasileira não poderá deixar o país durante a investigação, já que a identidade e o passaporte dela foram bloqueados pela Promotoria.

O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de sua assessoria, que o Itamaraty continuará a prestar assistência à brasileira.