07 de julho de 2026
Saúde

Conta-Gotas


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• Sono e resfriado 1

Pessoas que dormem menos de sete horas por noite têm risco três vezes maior de desenvolver doenças respiratórias após terem contraído resfriado do que aqueles com oito horas ou mais de sono, segundo estudo publicado na edição atual dos “Archives of Internal Medicine”. Estudos anteriores apontaram, entre outras relações, que a privação de sono afeta determinadas funções imunes e que indivíduos que dormem bem têm menores taxas de problemas cardíacos. Mas havia pouca evidência direta de que a falta de sono poderia estar associada com a menor resistência a contrair gripes e resfriados.

• Sono e resfriado 2

Para o estudo, pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, dos Estados Unidos, analisaram 153 homens e mulheres saudáveis, com idade média de 37 anos, entre 2000 e 2004. Cada participante foi avaliado diariamente durante um período de duas semanas, de modo a verificar quantas horas dormiam por noite, qual a porcentagem do tempo passado na cama correspondeu ao período dormido (eficiência do sono) e se sentiam descansados pela manhã. Os voluntários foram colocados em quarentena e receberam doses nasais contendo um vírus causador do resfriado comum. Nos cinco dias seguintes, os participantes descreveram sinais e sintomas da doença e tiverem amostras do muco nasal colhidas para análise.

• Sono e resfriado 3

Cerca de um mês depois, os voluntários da pesquisa passaram por uma coleta de sangue para o teste de respostas de anticorpos contra a infecção promovida pelo vírus De acordo com os resultados, quanto menos os participantes dormiram, mais propensos estiveram a desenvolver resfriado. Aqueles que dormiram menos de 92% do tempo passado em cama tiveram cinco vezes e meia mais chance de adoecer do que os que dormiram 98% do tempo. Segundo os pesquisadores, uma possível explicação dos resultados é que os distúrbios de sono podem influenciar a regulação de citocinas pró-inflamatórias, de histaminas e de outros mediadores de sintomas que são liberados como resposta a infecções.

• Ambulatório de idosos

Amanhã, a Divisão de Urologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, inaugurará as novas instalações da sua unidade ambulatorial e colocará em prática projeto que privilegiará a assistência urológica ao idoso. A unidade recebeu investimentos de R$ 2,7 milhões para oferecer aos pacientes do Sistema Único de Saúde atendimento técnico altamente qualificado e tratamento humanizado. Os pacientes em tratamento urológico, com idade igual ou superior a 75 anos, passarão a receber, no mesmo dia da consulta, toda a assistência ambulatorial necessária na própria unidade. Atualmente esses pacientes levam, em média, três meses, entre retorno, agendamento de exames e realização de procedimentos. No local serão realizados estudos urodinâmicos, endoscopia, manipulações transuretrais, biópsias percutâneas, exames de ultra-som e radiológicos.

• Dor em pacientes com câncer

No dia 6 de março, às 12h, o Centro de Dor e Neurooncologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, realiza a palestra “Panorama da dor do câncer e seus principais tratamentos”. A ação abre a campanha Câncer: Viva sem Dor!, que visa educar a população leiga e profissional sobre a necessidade e viabilidade do tratamento da dor oncológica. A palestra é gratuita, com vagas limitadas. As inscrições devem ser feitas pelos telefones (11) 3147-9891 e (11) 3147-9860. Endereço: rua Peixoto Gomide, 613, Anfiteatro, 2º Andar, Bela Vista, São Paulo.

• Doença de Chagas 1

Apesar de o Brasil ter eliminado em 2006 o principal transmissor da doença de Chagas, o inseto Triatoma infestans (um tipo de “barbeiro”), estudo alerta que os órgãos de saúde terão de assistir milhares de portadores do problema por até 50 anos e também manter políticas de vigilância epidemiológica para evitar novas formas de transmissão e novos transmissores. Em trabalho encomendado pela revista científica “Epidemiology and Infeccion”, o epidemiologista Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), fez as previsões sobre o futuro da doença, descoberta há um século pelo brasileiro Carlos Chagas.

• Doença de Chagas 2

Com base no número atual de pessoas portadoras do problema no País (3,5 milhões de indivíduos), no total de doentes por faixa etária e nas taxas de mortalidade de cada uma delas, o pesquisador Eduardo Massad calculou, por exemplo, que dos doentes que hoje têm entre 15 e 29 anos, 240 mil ainda estarão vivos em 30 anos. Já entre os que hoje têm entre zero e 4 anos, 113.750 estarão ainda vivos em 40 anos, necessitando de acompanhamento. Outra projeção feita pelo epidemiologista é a de que em até 50 anos existirão ainda cerca de 200 mil pessoas que contrairão a doença pela forma congênita, de mãe para filho.

• Doença de Chagas 3

A doença de Chagas é infecciosa, transmitida por diferentes tipos de barbeiros, e pode levar a problemas cardíacos nas fases aguda e crônica. Nesta última, os sintomas podem demorar décadas para começar a aparecer. Em 2006, o Brasil recebeu certificado da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela eliminação de um dos tipos de barbeiro, o Triatoma infestans, que vive em frestas de casas de pau-a-pique e outras habitações rudimentares, mas calcula-se que existam ainda uma dezena de tipos de barbeiros que podem transmitir a doença. Há vários animais que naturalmente armazenam o protozoário causador da doença transmitido pelo barbeiro, como cachorros e gatos, o que permite o início de novos ciclos de transmissão. Os outros tipos de barbeiros, que vivem livres nas matas, têm causado principalmente casos de transmissão oral, quando contaminam alimentos consumidos crus.