• Expectativa no ar
A pauta da sessão de hoje da Câmara Municipal de Bauru está sem grandes assuntos, mas a reunião deverá ser marcada pela tensa situação criada em função da crise na Secretaria das Administrações Regionais (Sear) e da falta de uma atitude mais firme sobre o problema por parte do secretário da pasta, Cláudio da Silva Gomes.
• Pasta sem função
Conforme o JC revelou há vários dias, a Secretaria das Administrações Regionais contratou 10 pessoas para cargos de confiança sem que houvesse estrutura alguma para trabalhar. As máquinas que dariam condições de operação à pasta só poderão chegar ao final do ano, na melhor das hipóteses, ou em 2010, como informou, na ocasião, o próprio secretário.
• É preciso atitude
Cláudio Gomes já poderia ter abreviado o desgaste do governo tomando alguma atitude e poupando o prefeito que o nomeou, pensando no bom andamento do conjunto da administração. Ou assume a argumentação de que a Sear é necessária mesmo sem estrutura e explica o inexplicável ou, numa atitude de desprendimento político, revê as nomeações e talvez até mesmo a manutenção de tal secretaria onerosa aos cofres públicos.
• Desprendimento
Rever posicionamentos não significa derrota ou demérito para ninguém, ainda mais em se tratando da gestão do dinheiro público, que é um bem de todos. Um governo deve estar unido em torno da busca de acertos. E acertar é, muitas vezes, admitir erros e rever os rumos de determinada situação. Insistir em uma posição equivocada mobilizará a opinião pública e fará a Câmara Municipal e mesmo o Ministério Público intervirem em defesa do patrimônio coletivo.
• Tese dominante
Já há no seio do governo municipal um movimento de gente do círculo de influência do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) que defende a revisão das nomeações políticas da Sear. Por sinal, a tese de que é preciso reconsiderar urgentemente a situação da pasta é dominante entre aqueles que têm atuado como interlocutores políticos do prefeito.
• Sem interlocutor
Por sinal, parece não haver ainda um interlocutor credenciado por Rodrigo para atuar em seu nome, tanto interna quanto externamente. O vereador Renato Purini (PMDB), pessoa de confiança e líder de Rodrigo na Câmara, é quem poderia fazer este papel, mas as informações dos bastidores do Legislativo são as de que ele ainda tenta se readaptar à vida política após o desgastante governo passado.
• Falta o articulador
Aliás, Rodrigo Agostinho, que sempre comanda pessoalmente suas operações políticas, começa a se ressentir da ausência de um articulador experiente ao seu lado, seja no Gabinete do Palácio das Cerejeiras ou mesmo na Câmara Municipal. Segundo a coluna apurou, ele já estaria, inclusive, à procura desse nome.
• Facesp e batalhão
O vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Cássio Carvalho, enviou ofício ao presidente da Câmara de Bauru, Pastor Luiz (PTB), manifestando apoio à luta pela instalação de um batalhão da Polícia Militar próprio para Bauru. “Temos consciência do aumento da criminalidade”, disse Cássio no documento.