08 de julho de 2026
Internacional

Líderes da UE rejeitam protecionismo

Por Ilona Wissenbach e Marcin Grajewski | Com Ingrid Melander e Huw Jones
| Tempo de leitura: 2 min

Bruxelas - Os líderes da União Europeia rejeitaram ontem o protecionismo para evitar uma nova “cortina de ferro” separando os 27 países do bloco entre os mais pobres e os mais ricos durante a crise econômica global.

Em uma cúpula convocada para superar as diferenças sobre como lidar com a crise, os líderes criaram um novo compromisso para mercado único da região - uma resposta às preocupações de que quaisquer medidas protecionistas para fortalecer as indústrias nacionais podem enfraquecer a unidade do bloco.

Eles não chegaram a um acordo sobre qualquer pacote de ajuda regional para o centro e o leste europeu como um todo, após a chanceler alemã, Angela Merkel, ter se oposto à ação.

Alertando que a recessão pode provocar novas divisões na Europa duas décadas depois do colapso do Comunismo no leste europeu, o primeiro-ministro da Hungria, Ferenc Gyurcsany, afirmou: “Nós não devemos permitir uma nova ‘cortina de ferro’ para... dividir a Europa em duas partes.”

“No início dos anos 1990, nós reunificamos a Europa. Agora há um outro desafio - se vamos poder unificar a Europa em termos de financiamento e sua economia”, afirmou. Tendo em vista essas preocupações, os líderes disseram que o mercado único deve ser utilizado como instrumento para recuperação econômica.

“Nós concordamos que devemos utilizar o máximo possível o mercado único como um motor de crescimento”, disse o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek. A República Tcheca, que já foi comunista, exerce a presidência rotativa da União Europeia até o fim de junho. O bloco é dividido entre países ricos como a França, que quer ação forte para estimular a indústria, especialmente a automotiva, e mais pobres - a maioria no leste europeu - que não têm condições de financiar pacotes de resgate.

A Alemanha, maior economia do bloco, defendeu que os países da zona do euro precisam estar preparados para ajudar uns aos outros, mas não explicou como.