10 de julho de 2026
Internacional

Fed descarta recuperação antes do fim do ano

Folhapress
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Washington - As condições econômicas dos Estados Unidos continuaram a se deteriorar entre janeiro e fevereiro deste ano, segundo o “Livro Bege”, documento com dados econômicos coletados nas 12 divisões regionais do Federal Reserve (Fed, o BC americano), e divulgado ontem. De acordo com o documento, uma recuperação não deve ocorrer antes do fim deste ano ou do início de 2010.

Segundo o documento, dez das 12 regiões em que foram coletadas as informações apresentaram condições econômicas fracas ou quedas na atividade - as exceções foram Filadélfia e Chicago.

“A deterioração foi ampla, com apenas alguns setores, tais como produção de alimentos e produtos farmacêuticos, como exceções. Olhando adiante, contatos com vários distritos classificam as perspectivas para melhora nas condições econômicas no curto prazo como fracas”, diz o texto. “Uma retomada significativa não é esperada antes do fim de 2009 ou do início de 2010.”

Desemprego

O texto destaca que, com a elevação das demissões e a interrupção em contratações, o desemprego cresceu em todas as regiões, reduzindo as pressões de elevação de salários. As pressões inflacionárias, por sua vez, continuam a diminuir em uma parte considerável nos setores de bens finais e serviços, o que reflete tanto as quedas de preços da energia e de commodities como uma queda na demanda.

Os gastos dos consumidores permaneceram fracos, emboras alguns distritos tenham apresentado melhora em janeiro e fevereiro, na comparação com a temporada de compras de fim de ano de 2008. A atividade no setor de viagens e turismo e em uma série de serviços fora do setor financeiro tiveram uma queda acentuada, diz o texto.

A atividade manufatureira também sofreu queda acentuada em alguns segmentos. O mercado imobiliário permanece em grande parte estagnado, com sinais mínimos e esparsos de estabilização em algumas regiões, enquanto a demanda por imóveis comerciais teve deterioração “significativa”.

“Relatos de bancos e outras instituições financeiras indicam novas quedas na demanda por empréstimos, uma ligeira deterioração na qualidade do crédito para empresas e pessoas físicas e a continuação da escassez de crédito”, diz o documento.