09 de julho de 2026
Nacional

Menina de 9 anos estuprada interrompe gravidez de gêmeos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Alagoinha - A menina de nove anos de Alagoinha (a 230 quilômetros de Recife), que estava grávida de gêmeos, realizou o aborto na manhã de ontem. De acordo com o hospital que realizou o procedimento, o estado de saúde dela é bom. Há suspeita que o padrasto tenha engravidado a garota.

A gravidez foi interrompida por volta das 10h. De acordo com Fátima Maia, diretora do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM), ligado à Universidade de Pernambuco, a menina vai passar às 16h de ontem por uma curetagem - procedimento cirúrgico para remover os restos fetais depois de um aborto provocado.

Para os casos previstos expressamente na legislação, como o estupro e o risco de morte para mãe - que se aplicam a esse caso, segundo Maia -, não é preciso autorização da Justiça nem boletim de ocorrência.

Por volta das 14h30, ela descansava na sala de recuperação pós-anestésica. O hospital não registrou nenhuma complicação durante o aborto. Ela estava internada desde a última quinta-feira no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip).

O padrasto da garota, um rapaz de 23 anos, foi preso na última quinta, no município de Alagoinha, suspeito do estupro. O suspeito mantinha relações sexuais com a garota há cerca de três anos.

O rapaz confessou o crime e, em depoimento, admitiu também ter estuprado sua outra enteada, de 14 anos de idade, portadora de deficiências física e mental, afirma a polícia. A Polícia Civil não revelou o nome do suspeito para que a identidade da criança seja preservada.

Em depoimento, o padrasto confirmou que começou a assediar as duas meninas desde que passou a morar com a família, há três anos. Segundo ele, as enteadas o provocavam.

O crime veio à tona no último dia 25, após um exame médico a que a garota foi submetida no município de Pesqueira. Ela foi atendida após relatar queixas de tonturas e enjoos.

Durante o exame clínico foi constatado que ela estava grávida de gêmeos. A gravidez da garota já somava 16 semanas, segundo informações colhidas pelo Conselho Tutelar junto ao hospital onde a garota foi atendida. “A vítima disse que ele já vem mantendo relação com ela desde os 6 anos”, afirmou o conselheiro Cláudio Roberto, do Conselho Tutelar de Alagoinha.