Caracas - Militares e funcionários do governo venezuelano assumiram ontem de manhã o controle da fábrica de arroz da multinacional norte-americana Cargill, horas depois de o presidente Hugo Chávez ter decretado a sua expropriação. Em aparente recuo, a medida, no entanto, não se estendeu a outras 12 unidades da empresa no país.
Nos últimos dias, outras duas empresas do setor, a Polar e a Mary, sofreram intervenção militar e foram obrigadas a produzir arroz branco, cujo preço está congelado. Chávez acusou as três empresas de produzir variedades de arroz “com sabor” para escapar do tabelamento de preços. Chávez emitiu decreto que obriga as fábricas a produzir até 95% de produtos tabelados.