08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Campanha da Fraternidade


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O slogan da Campanha da Fraternidade de 2009 fez-me recordar minha viagem ao Chile em junho de 2007. Ao abrir a janela do hotel, em Santiago, no muro em frente estava escrito: “Si el pobre no tiene pan, el rico no tiene paz”. Pensei: realmente estou no Chile, um país que passou por ditaduras piores que a nossa mas equilibrou-se e hoje encanta quem tem o privilégio de conhecê-lo. O povo ainda luta por mais conquistas sociais, principalmente os descendentes dos indígenas. Porém, notei que a educação é tratada com rigor e as leis são muito rígidas. Lá todos são iguais mesmo, os privilégios são desestimulados. A presidente do país mora na residência particular, onde sempre morou, só vai ao palácio La Moneda para trabalhar, não é como aqui, onde os governantes são mantidos pelo dinheiro do povo. Nas ruas não há pedintes, a mendicância é proibida e quem insistir em fazê-la pode ser preso.

O trânsito, então, parece que estamos em outro continente, os motoristas e os pedestres sabem cada um os seus direitos e deveres, então o respeito é recíproco, se um motorista causar acidente e houver vítima fatal, tem a habilitação cassada e fica proibido de dirigir pelo resto da vida. Alguns podem pensar: mas isto é ranço do militarismo, da ditadura. Pois eu acho que é justiça, não adianta termos uma constituição progressista como a nossa e não termos meios que regularizem os seus artigos. Nossos políticos viajam tanto, gastam tanto dinheiro público e não se preocupam em estudar o que de bom os outros países desenvolvem e que poderíamos usar como exemplo. Deus queira que a Campanha da Fraternidade de 2009 consiga sensibilizar os cidadãos e torne o Brasil um país mais justo e melhor para todos, todos mesmo, no qual pobres e ricos tenham pão e paz.

Vera Maria Braz Andre Cruz