09 de julho de 2026
Bairros

Dores e delícias da vizinhança

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

“Nada melhor do que o nosso lar”. A antiga e conhecida frase popular ilustra bem o sentimento da maioria das pessoas em relação ao seu canto, sua casa. Afinal, é dentro de casa, no ambiente familiar, que se desenvolvem e se fortalecem os laços mais estreitos de amor, carinho, cumplicidade e também de conflitos. Questões como, as vantagens e desvantagens de se morar a poucos metros de lugares movimentados como escolas, praças e igrejas ou de lugares mais calmos como cemitérios, rios e distrito industrial sempre passam pela cabeça das pessoas antes da compra ou do aluguel de um imóvel.

Segundo o gerente de vendas imobiliárias, Carlos Damiati, atualmente, a procura por um imóvel tem como fator primordial a segurança. Ele diz que, cada cliente tem uma preferência, mas, no geral, a preocupação maior é com a segurança. “Bairros que tem fama de violentos ficam por último na escolha, com certeza”, afirma.

Ele diz que ruas próximas a lugares e estabelecimentos como cemitérios, rios, escolas públicas, fábricas ou em bairros periféricos, por exemplo, apresentam casas com preços mais baixos. Outro fator que pode influenciar no valor do imóvel são as enchentes que constantemente atingem a cidade.

“Existem ótimos condomínios aqui em Bauru que estão sendo desvalorizados porque as ruas ao redor sofrem com as enchentes”, aponta o gerente. O preço do imóvel acaba ficando menor, o que para muitos é ruim, principalmente para os donos dos residenciais, mas para quem está pensando em comprar e não tem muito dinheiro para o investimento, isso pode ser um bom negócio.

De acordo com Damiati, cada cliente tem em mente um tipo de vizinhança preferida, o que para um é importante e relevante, pode não ser para outro. Um exemplo disso são as praças públicas. Antes elas eram vistas como um referencial bom para compra de um imóvel. Hoje já não é bem assim. De acordo com ele, ultimamente as pessoas estão fugindo de imóveis próximos a praças devido ao mato alto e aos maus cuidados com elas. “Além disso, infelizmente, as praças públicas estão se tornando reduto de baderna, diferente do que acontecia antes”, completa.

A diferença de opinião e de busca varia de acordo com a necessidade de cada família ou pessoa e das condições financeiras do comprador. A acessibilidade e a proximidade com o colégio dos filhos e o trabalho, por exemplo, são os maiores atrativos para a classe média na hora da escolha do novo lar. “Já a chamada classe alta prefere os condomínios dentro ou fora da cidade, e a segurança é a prioridade dessas pessoas”, conclui Damiati.

Enfim, residir próximo a rios, igrejas, praças públicas, estabelecimentos comerciais, linha férrea, rodovias, feiras e cemitérios, tem suas vantagens e desvantagens. O que importa é a necessidade, as condições financeiras e os anseios de casa morador. Confira a opinião, os prós e os contras de se viver próximos a esses lugares nesta e nas próximas páginas.