Para o casal Antônio e Ana Maria Froes, morar ao lado de uma igreja é uma verdadeira benção. Eles, que são muito religiosos, aplaudiram a construção do templo ao lado de sua casa, há três anos, na quadra um da rua João Crepaldi Filho, no Mary Dota.
“Moramos no bairro desde a entrega do núcleo. Para mim e minha esposa, a construção dessa igreja foi uma maravilha. Antes eu tinha que andar muito para chegar até o templo. Começamos a participar dos cultos e hoje sou o zelador dessa igreja. Gosto de saber que, do lado da minha casa, tem um lugar onde as pessoas estão orando umas pelas outras e pelos problemas do mundo”, afirma Antônio.
Já para o comerciante Aluís Marcos Travagli, as coisas não são bem assim.
Ele conta à reportagem que já teve problemas por ser vizinho de igrejas. Morador da rua Beraldo Pedro, há dez anos, também no Mary Dota, o comerciante já passou por maus momentos com um templo que hoje não está mais instalado na rua onde mora. “Cheguei a chamar a polícia algumas vezes. O barulho era muito grande, não conseguia ver TV ou até mesmo conversar em casa com a família. Não gosto de confusão, mas não tinha outra saída”, conta.
Hoje, ele é vizinho de uma outra igreja, mas não se sente mais incomodado com os cultos. Segundo o comerciante, a única coisa chata são os carros que ficam estacionados na rua e atrapalham o trânsito porque a rua é bem estreita. A largura da rua e a tranqüilidade do lugar são os dois pontos mais importantes para Travagli que, por não conseguir isso onde mora, está em busca de outro imóvel.