09 de julho de 2026
Polícia

Curiosos transformam margem do rio em arquibancada para ver retirada do corpo

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Assim que o corpo de Denilson César Santos de Andrade foi avistado, dezenas de curiosos passaram a saltar de seus automóveis na avenida Nuno de Assis para olhar a movimentação. A margem sentido Centro da Nuno de Assis mais parecia uma arquibancada de futebol de tanta gente aglomerada e que não se incomodou com o sol do meio-dia. “Nem no Noroeste dá tanta gente”, comentou um outro policial.

A falta de bom senso levou um motorista a ser detido por desacatar um policial rodoviário, após ser abordado por estacionar irregularmente. Nem era possível distinguir com exatidão que se tratava de um cadáver no rio devido à posição de bruços, mesmo assim a aglomeração continuou crescendo até o resgate do corpo. Mesmo distantes, os curiosos fotografavam com celular o rio, na tentativa de ter uma lembrança do cadáver. Um policial comentou que se fosse alguém se afogando, ninguém pararia para socorrer.

O trânsito nos sentidos bairro e Centro foi ficando lento, com os carros circulando devagar e parando de maneira irregular no acostamento. A polícia distribuiu multas para os condutores que deixavam motos e automóveis estacionados. Até na rodovia Marechal Rondon (SP-300) houve quem parou para observar a aglomeração de gente, veículos e trânsito parado.

A ponte sobre o rio também foi tomada pelo interesse em observar parte do cadáver. Foi necessário que a polícia isolasse a pista sentido Rondon, por onde o corpo foi resgatado, diante da aglomeração de curiosos para ver detalhes do corpo retirado do rio.

Desaparecido

Aliviado, o motorista José Donizeti Alves de Souza voltou para sua casa, ontem, com a certeza de que aquele corpo não era do filho Fábio Rosa dos Santos, 26 anos, desaparecido desde o dia 28 de janeiro deste ano. Ele comenta que o filho residia no Jardim Redentor com a mãe e convivia com os moradores de rua que residem sobre a ponte da alça de acesso à rodovia.

Informações colhidas por familiares dão conta que Fábio teria pulado no rio Bauru e, desde então, não foi mais visto. No dia 2 do mês passado, o Corpo de Bombeiros iniciou buscas no rio na tentativa de localizar o corpo. A chuva no dia do desaparecimento elevou o volume d’água no rio e imaginava-se que o corpo estaria longe do local onde Fábio teria mergulhado.