08 de julho de 2026
Nacional

Lula e Obama se encontram nos EUA


| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Durante encontro ontem na Casa Branca que durou quase duas horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Barack Obama se comprometeram a combater o protecionismo, mas jogaram um balde de água fria no avanço do comércio mundial. “Nosso objetivo é que pelo menos não haja retrocesso (no comércio)”, disse Obama, comentando protecionismo “Será difícil para nós concluirmos uma série de tratados de comércio em meio a uma crise econômica.”

Participaram da reunião a ministra Dilma Rousseff, o ministro Celso Amorim, embaixador Antonio Patriota e Marco Aurélio Garcia e Maria Laura, chefe de gabinete de Amorim.

O encontro foi descontraído e cheio de piadas. “Digo ao povo do Brasil que estou rezando mais para Obama do que para mim mesmo, porque com apenas 40 dias de mandato, ele já pegou um pepino desses”, disse Lula, ante risadas gerais. “Você deve ter falado com a minha mulher”, disse Obama. Lula disse a Obama que iria levá-lo para andar de carro bicombustível quando ele fosse ao Brasil. Obama disse que já teve um carro bicombustível nos EUA, mas que o problema é que existem poucos postos para abastecimento nos EUA.

Obama disse que Hillary e Celso Amorim vão se encontrar para discutir formas de combater o protecionismo. “Nós discutimos isso é muito importante para mim, o ministro Celso Amorim e a secretária Hillary Clinton vão se encontrar para discutir essa questão em mais detalhes “, disse Obama.” É importante para todos países reconhecerem que comércio é um motor do crescimento, há uma tendência de as pessoas se virarem para dentro em tempos de crise, e querem que os sacrifícios sejam feitos em outros lugares.”

Antes do encontro com Obama, o presidente Lula se encontrou com o presidente da maior central sindical dos Estados Unidos, a AFL-CIO, John Sweenwy. Amigo de Sweeney antes de assumir a Presidência, Lula fará um gesto de retribuição aos sindicalistas da AFL-CIO que em outras ocasiões tomou posição pública de defesa ao presidente brasileiro.

____________________

Afinidades de presidentes não resolvem problemas

Fernando Henrique Cardoso deu-se bem com Bill Clinton nos seis anos que coincidiram na liderança do Brasil e dos EUA. Mas não conseguiu se entrosar com George W. Bush. Luiz Inácio Lula da Silva, ao contrário, cativou o “companheiro” Bush desde sua visita a Washington como presidente eleito, em dezembro de 2002, e teceu uma afinidade exibida pelas autoridades do Palácio do Planalto e do Itamaraty como um troféu nos últimos seis anos.

Nos anos 90, o bom contato entre Clinton e FHC era igualmente exibido como um prêmio que traria facilidades para o Brasil. Efetivamente, não trouxe. Convergiam quanto à ordem internacional, mas não se acertaram nas questões de maior interesse do Brasil, como as barreiras comerciais.