Lahore - Manifestantes contrários ao governo enfrentaram a polícia nas ruas da cidade paquistanesa de Lahore ontem, em confrontos que aprofundaram as preocupações sobre a deterioração da situação no país.
O ex-premiê e líder da oposição Nawaz Sharif disse que o governo transformou o país em um Estado policialesco e desafiou as tentativas governamentais de impedir uma longa passeata durante a semana, conclamando seus apoiadores para ir às ruas.
Centenas de manifestantes, muitos deles membros do partido religioso Jamaat-e-Islami, atiraram pedras nos policiais do lado de fora da Corte de Justiça de Lahore. Vários veículos foram incendiados. A polícia reagiu com gás lacrimogêneo e cassetetes.
A campanha de advogados contrários ao governo e de partidos da oposição ameaça trazer mais tumulto ao Paquistão, enquanto o governo luta para combater militantes islâmicos e reativar uma economia claudicante. Se a crise política sair de controle, o Exército poderia intervir, embora muitos analistas digam que um golpe militar é improvável.
Os EUA temem que a crise desvie a atenção do Paquistão dos esforços para eliminar enclaves do Taliban e da Al Qaeda na fronteira afegã, vital para os planos americanos de estabilizar o Afeganistão e derrotar a Al Qaeda.
O partido de Sharif declarou que ele foi declarado prisioneiro em sua própria casa por três dias. Em clima de combate, a polícia isolou a casa de Sharif, mas autoridades do governo negaram que ele esteja em prisão domiciliar. Uma autoridade declarou que Sharif foi posto sob “proteção” durante três dias.