Washington - Os principais conselheiros do presidente Barack Obama e líderes republicanos e democratas no Congresso criticaram ontem que a seguradora American International Group, recebedora de uma operação de salvamento de US$ 173 bilhões, esteja pagando US$ 165 milhões em bônus aos empregados.
Mas eles concordaram que não estava claro o que o governo pode fazer para recuperar o dinheiro do bônus da seguradora ou cortar os bônus desde que os contratos o permitam legalmente.
Legisladores afirmam, contudo, que grande parte das questões precisa ser respondida e que alguns representantes da AIG podem precisar ser afastados. Eles também afirmaram que a legislação pode ser necessária para evitar uma repetição de tal ação e manter a confiança pública nos planos de ajuda federais.
“Faremos absolutamente de tudo que for possível para assegurar que o dinheiro aplicado seja usado de alguma forma que consideremos apropriada”, afirmou Christina Romer, membro da cúpula de conselheiros econômicos da Casa Branca, ao programa “Meet the Press” da NBC.
Romer e outro importante conselheiro de Obama, Lawrence Summers, diretor do Conselho Nacional de Economia, afirmaram que os contratos devem ser honrados, mas que a questão no AIG deve ser examinada.
O líder republicano no Senado Mitch McConnell disse que os bônus “são um ultraje”, e que a administração Obama precisa fazer mais. “Todos nós sabemos que os contratos são válidos... mas eles precisam ser examinados”, pontuou McConnell ao “This Week”, da ABC.
O AIG concordou no sábado em reestruturar seu sistema de pagamento de bônus depois que a administração Obama se posicionou contra planos de usar centenas de milhões de dólares em tais pagamentos, mas afirmou que não teria escolha senão pagar os US$ 165 milhões devidos até ontem.