08 de julho de 2026
Internacional

AIG paga US$ 165 mi a executivos


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Washington - A seguradora AIG, a mesma empresa que precisou de US$ 180 bilhões de empréstimos do governo norte-americano, vai pagar US$ 165 milhões em bonificações a executivos. A notícia causa grande repercussão pelo mundo hoje. São esperadas reações à bonificação nos mercados da Ásia e da Europa, quando abrirem amanhã.

O pagamento levou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, a protestar ao principal executivo da seguradora AIG, Edward Liddy, nesta semana.

Liddy aceitou reduzir alguns pagamentos, mas, em carta enviada a Geithner, alertou para o perigo que a companhia correria de perder alguns de seus executivos “se eles achassem que a compensação está submissa a um ajuste contínuo e arbitrário por parte do Departamento do Tesouro”.

A AIG sustenta que as bonificações pagas estão estipuladas nos contratos e não pode simplesmente suspendê-las ou deixar de pagá-las.

“É um escândalo!”, esbravejou Larry Summers, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, em entrevista ontem à emissora rede de televisão “ABC”. No entanto, ele afirmou que os EUA “são um país de leis, há contratos e o governo não pode revogá-los”.

Reações

A reação no Congresso norte-americano foi parecida. O democrata Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes (Deputados), disse ontem à TV “Fox News” que o governo Obama deveria ter imposto à AIG “regras mais estritas desde o início” em troca de fornecer dinheiro público.

A intervenção na AIG começou pelas mãos do Federal Reserve (Fed, banco central americano), ainda durante o mandato de George W. Bush.

Apesar disso, o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, acusou o governo de Barack Obama de “simplesmente ficar parado olhando e acusar a administração anterior”.

Na prática, os contribuintes norte-americanos reembolsarão “alguns dos empregados que nos introduziram nesta confusão”, disse o senador à “ABC”.

As bonificações irão para o departamento de produtos financeiros de AIG, cujas apostas no mercado afundaram a empresa.