• “Marido traído”
O líder do prefeito na Câmara Municipal, Renato Purini (PMDB), foi o último a saber, já no final da sessão da Câmara de ontem, que o reajuste aos servidores públicos tinha sido fixado numa canetada por decreto baixado pelo prefeito sem que um projeto de lei tivesse sido encaminhado ao Legislativo. “Esqueceram de combinar com o inimigo”, ironizou Marcelo Borges (PSDB), vereador da oposição.
• Aparando arestas
O prefeito Rodrigo Agostinho, que se reúne hoje com representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), tem dois problemas pela frente: aparar as arestas com o entidade de classe e explicar aos vereadores a falta do projeto de lei que regulamenta os reajustes. Quanto aos aposentados que foram excluídos no abono salarial de 25%, Agostinho garantiu que irá, posteriormente, conversar com a Funprev e estudar a implantação de uma pacote que beneficie a classe dos inativos.
• Farpas ideológicas
O vereador Roque Ferreira (PT) chamou a atenção de seu colega Marcelo Borges (PSDB), que estava de costas para o parlamentar, durante seu discurso na tribuna da Câmara Municipal, ontem. Os dois usaram o microfone da tribuna para debater sobre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Sobraram farpas ideológicas.
• Comitê repudia
O Comitê das Associações de Moradores de Bauru enviou ontem à imprensa uma carta de repúdio contra o projeto de lei que cria o cadastro municipal das associações de moradores. O posicionamento foi decidido em reunião realizada no último dia 14, com 15 entidades. De acordo com o comitê, não houve oportunidade de participação e manifestação na audiência pública.
• Até logo de Chiara
A vereadora Chiara Ranieri Bassetto (DEM) se despediu ontem das sessões da Câmara Municipal de Bauru em grande estilo: grávida de nove meses, ela aprovou, juntamente com seus colegas, a ampliação da licença-maternidade de 120 para 180 dias. Além disso, usou a tribuna para falar da importância do incentivo do turismo para a cidade.
• Fica para a próxima
O esperado anúncio do percentual de reajuste dos servidores da Câmara Municipal ficou para depois. Segundo o chefe do Legislativo, Pastor Luiz Carlos Barbosa (PTB), o jurídico está preparando um estudo de impacto para que os parlamentares possam avaliar melhor o reajuste. Até o final da semana, o tão aguardado anúncio deve ser feito. Pastor foi alertado ontem de que conceder aumento maior para o servidor do Legislativo, que já ganha mais, pode causar reações adversas.
• Aborto em debate
O vereador e médico Paulo Eduardo de Souza (PSB) elogiou ontem a postura do médico que realizou aborto numa menina de 9 anos, estuprada pelo padrasto em Alagoinha (PE). A garota estava grávida de 40 semanas de gêmeos e a gravidez era de risco. O aborto teve grande repercussão, inclusive internacional, porque a Igreja Católica queria impedir que o procedimento cirúrgico fosse realizado e distribuiu excomunhões. O aborto é permitido no Brasil em casos de estupro.