08 de julho de 2026
Polícia

Ossada é encontrada às margens do rio Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Uma ossada humana feminina foi encontrada ontem à tarde nas imediações do Jardim Guadalajara, entre o rio Bauru e a linha férrea. Em três dias, foi o segundo corpo achado no rio. Os restos mortais foram localizados por um rapaz de 16 anos, que cuida do gado de uma propriedade próxima. Ele andava a cavalo, às margens do rio Bauru, seguido por seu cão vira-lata.

O fato de o cachorro ter se distanciado em direção a uma área cheia de pés de mamona chamou a atenção do garoto. “Como vi ele cheirando e mexendo no chão, fui ver o que era. De longe, achei que fossem ossos de algum boi que tivesse morrido. Só quando cheguei perto é que percebi que era um corpo humano”, relembra.

Acionada, a Polícia Militar chegou por volta das 15h30. A cerca de 15 metros da margem do rio, estava o que sobrou do corpo de uma mulher de idade entre 40 e 50 anos e que provavelmente possuía pele de cor parda. O cadáver, em avançado estado de decomposição, deve ter permanecido no local por aproximadamente dois meses e meio a três meses, segundo informou o Instituto Médico Legal (IML) de Bauru.

A mão e o pé direitos da mulher estavam separados do corpo a uma distância de quase três metros.

O sargento João Luís Buzolin, que esteve no local, acredita que animais possam ter movido partes do cadáver do lugar original. “Provavelmente, foi isso o que ocorreu. Mas só o trabalho da perícia poderá trazer mais respostas para o caso”, afirma.

Das peças de roupas, já bastante deterioradas pela ação das intempéries, só restou um sutiã de bojo estampado. As demais vestes não puderam ser identificadas em detalhes.

No entanto, o IML pede aos parentes de mulheres adultas desaparecidas nos últimos três meses que compareçam ao órgão para tentar reconhecer peças de roupa encontradas e, se necessário, se submeter a exame de DNA. Há ainda a suspeita de que o corpo possa ser de uma senhora que desapareceu no início do ano depois de ser carregada por uma enchente na cidade.

Este é o segundo caso em três dias em que um corpo foi encontrado no rio Bauru. No entanto, como não havia sinais de violência na ossada encontrada ontem, o tenente-coronel Benedito Roberto Meira, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar (PM), afirma que as duas ocorrências provavelmente não têm correlação. “São dois casos distintos. No caso registrado no último final de semana houve violência, foi um homicídio comprovado”, pontua.

No sábado passado, o corpo de Denilson César Santos de Andrade, 35 anos, foi avistado dentro do rio Bauru na altura da ponte da alça de acesso da avenida Nuno de Assis para a rodovia Marechal Rondon. O homem foi morto a socos e pauladas em uma briga de moradores de rua e teve seu corpo jogado no rio. Um dos suspeitos de serem os autores do crime, o morador de rua Olívio Barbosa Almeida Jr., 28 anos, foi preso em flagrante. Outros dois estão foragidos.