10 de julho de 2026
Polícia

Mãe acusa professor de dar safanão em aluno de 9 anos

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Um denúncia de violência contra um aluno de 9 anos movimenta a escola estadual Professor Joaquim de Michielli, em Bauru. Inconformada, a mãe da criança, Susie Cristine Barbosa, registrou o fato na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) anteontem. Segundo ela, o hematoma abaixo das costelas do lado esquerdo de seu filho Giuliano Biondo teria sido causado pelo tratamento brusco supostamente dispensado pelo professor de educação física durante a aula, na última sexta-feira.

“Ele pegou no braço do meu filho e levou no banco. E meu filho bateu a barriga. Ele caiu no chão com dor e começou a chorar muito. Então, levantou Giuliano pelo braço novamente, dando uns safanões. Depois, o pegou pelo braço e o levou até a diretoria, pisando no pé dele e falando que ele não tinha educação”, enumera.

Susie conta que foi convocada pela diretora porque o filho estaria dando trabalho na escola. “Na opinião dela (diretora), teria de expulsar ele (Giuliano) porque é uma criança muito violenta. Uma criança que ameaça todos os professores”, explica. Para a mãe, o que teria motivado a suposta atitude do professor foi o fato de Giuliano ter se desentendido com um outro aluno e desobedecido a ordem expressa do educador para que se sentasse no banco, pois já teria pedido desculpas ao amigo.

Susie relata que já foi chamada na escola, no ano passado, várias vezes por conta de desentendimento de seu filho com outros alunos. A Secretaria de Estado da Educação, por intermédio de sua assessoria de imprensa, descarta a hipótese de agressão do professor a Giuliano. A assessoria confirma que houve o desentendimento entre dois estudantes que foram chamados pela diretoria. De acordo com a Secretaria de Educação, o menino não teria obedecido, quando, então, o educador teria mandado o estudante sentar-se no banco.

O menino teria sentado e depois levantado. O educador teria pedido para que ele retornasse ao assento. O aluno teria falado palavrões para o professor. A secretaria descarta a hipótese do educador ter agredido o aluno fisicamente, porém reconhece que ele pode ter falado com o garoto de maneira mais incisiva para demonstrar autoridade.