09 de julho de 2026
Nacional

Clodovil será sepultado em São Paulo

Por AE | Folhapress
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Brasília - Vítima de acidente vascular cerebral (AVC), morreu ontem em Brasília o deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP), de 71 anos. Ele teve morte cerebral diagnosticada às 15h15 pelo Hospital Santa Lúcia, onde estava internado desde a manhã de ontem.

A operação para a retirada de órgãos para doação teve que ser suspensa pelos médicos. Amigos e o Ministério Público haviam autorizado a doação pela falta de parentes próximos com quem ele mantinha contato. “A caminho do centro cirúrgico houve uma parada cardíaca inviabilizando o transplante”, disse o médico Cicero Henriques Dantas Neto.

O corpo do parlamentar será levado hoje em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para São Paulo, onde será velado a partir das 11h30. O sepultamento está marcado para o final da tarde, no cemitério do Morumbi, segundo informou o líder do PR na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO), designado pelo partido para as providências do funeral. Por razões práticas, o partido desistiu do velório previsto na Câmara e transferiu todas as homenagens para São Paulo. O suplente Jairo Paes Lira, do PTC de São Paulo, assumirá a vaga do deputado.

Clodovil passou mal na madrugada de segunda-feira e foi socorrido por uma equipe do Departamento Médico da Câmara pouco depois das 7h, após ser encontrado desmaiado, ao lado da cama, em seu apartamento em Brasília. Na ausência de familiares, a doação de órgãos do parlamentar foi autorizada pela Promotoria de Justiça, após o consentimento de assessores e pessoas próximas a ele.

No hospital, onde chegou por volta das 8h, o deputado foi submetido a drenagem de sangue do cérebro por meio de um cateter. Mas seu estado de saúde se agravou consideravelmente após uma parada cardiorrespiratória de cinco minutos, ainda na tarde da segunda. Clodovil entrou em coma profundo, de nível três, o mais grave, e os médicos advertiram que sua situação era extremamente complicada, principalmente porque ele já havia sofrido um AVC em 2007, do qual trazia sequelas.

No boletim divulgado na manhã de ontem, a equipe médica que atendeu o deputado já dizia que o quadro clínico dele era de “extrema gravidade”. Desde cedo, Clodovil passou por exames que ajudaram a detectar a morte cerebral. No primeiro, o resultado foi “inconclusivo”, mas a situação se agravou ao longo da tarde. Às 19h, o coração do deputado parou de bater e ele foi oficialmente declarado morto.

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AVC é uma das maiores causas de internação e morte

Brasília - O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral, como o que vitimou Clodovil, é uma das maiores causas de internação e morte no Brasil: 151.200 pessoas foram internadas no ano passado para tratar da doença, de acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a Academia Brasileira de Neurologia, o AVC decorre da alteração do fluxo de sangue no cérebro. O AVC causa a morte de células nervosas do cérebro e pode se originar de obstrução dos vasos sanguíneos ou da ruptura de um vaso, que é o AVC hemorrágico sofrido por Clodovil. É o mais grave e tem altos índices de mortalidade.

O AVC isquêmico, ou infarto cerebral, responsável por 80% dos casos, é um entupimento dos vasos cerebrais.

Muitos sintomas são comuns aos dois tipos de AVC: dor de cabeça muito forte, de instalação súbita, sobretudo se acompanhada por vômitos; fraqueza ou dormência na face, nos braços ou nas pernas, geralmente afetando um dos lados do corpo; paralisia; perda súbita da fala ou dificuldade para se comunicar e compreender o que se diz; perda da visão ou dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos.