09 de julho de 2026
Geral

Troca tem sido principal moeda no feirão de usados do Sambódromo

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Muito “namoro” e pouca negociação fechada na venda de carros usados no tradicional feirão do Sambódromo, realizado aos domingos. A principal forma de negociação é a troca e, de preferência, sem envolver dinheiro.

João Gomes de Morais Júnior queria vender um Escort GLX 1994, mas percebeu que é preciso ceder. No domingo passado, para o Escort só recebeu propostas de troca. Isso ainda porque baixou o preço de R$ 10 mil para R$ 9 mil. “Se fosse em um estacionamento, essa perda seria maior”, avalia.

Para exemplificar o cenário de negócios direto com o proprietário, Morais comenta que seu amigo iniciou uma negociação de venda de uma picape S-10 à qual pretendia negociar por R$ 15,5 mil. Porém, restou avaliar uma oferta de R$ 13,5 mil pelo veículo. “Não está fácil”, ressalta.

‘Namoro’

O Fusca ano 1978 de Valdir Garcia foi cobiçado por Rafael Henrique dos Santos que está pensando em trocar seu Chevette por um fusquinha. Ele disse que não pretende colocar dinheiro no negócio, ou seja, são “elas por elas”. “Estou pesquisando e não é para agora”, desconversa. Porém, se aparecer um bom negócio, pretende trocar de veículo.

Já o Fusca de Garcia foi colocado na “vitrine” do Sambódromo pela primeira vez. O proprietário pedia R$ 3,8 mil pelo modelo Volkswagen, mas ouviu apenas propostas de troca.