09 de julho de 2026
Política

PT se reúne para avaliar Rodrigo

Da Redação
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Membros da executiva de Bauru do Partido dos Trabalhadores (PT) se reúnem hoje para discutir o posicionamento da legenda frente ao governo municipal. O maior embate está relacionado à política de reajuste salarial dos servidores municipais que vem sendo adotada pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).

Alguns setores do PT não concordam que o pagamento do abono de 25% aos funcionários públicos esteja atrelado a condicionalidades. A política adotada é semelhante a que vem sendo feita com os professores do Estado, que não recebem consideráveis reajustes de salário e, para poder receber o abono, devem cumprir com todas as condições impostas pelo governo Serra.

De acordo com o decreto publicado na última semana no Diário Oficial do município, o prefeito reajusta em 6% os benefícios de aposentadoria e pensão, e dá um abono de 25% aos servidores ativos no valor de referência de seus efetivos cargos, excluindo os 1.970 aposentados do benefício.

A proposta foi recusada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Sinserm), que representa a categoria. A direção quer a inclusão dos inativos na lista do abono. O diálogo com a classe trabalhadora sempre foi uma das bases do partido. Na avaliação de integrantes, Agostinho tem se mostrado aberto às negociações, porém há ressalvas quanto à proposta de reajuste.

Além da avaliação do governo municipal, a reunião também deve estudar o que vem sendo feito nas três pastas da administração destinadas ao partido. Os integrantes da comissão vão discutir as ações das secretarias de Obras, comandada por Eliseu Areco Neto; das Administrações Regionais (Sear), administrada por Cláudio da Silva Gomes; e a de Esportes, que está sob o comando de Pollyanna Teixeira.

Segundo apurou o JC, o PT de Bauru quer se posicionar sobre questões ligadas ao governo e ver se a postura adotada pelos secretários condiz com as diretrizes nacionais do partido. A Sear, inclusive, foi alvo de desconfiança ao acomodar colaboradores na campanha eleitoral. Na semana passada, três comissionados foram exonerados. Teruyoshi Ono, que foi indicado, não chegou a assumir a função. O custo mensal da estrutura original da pasta, nesta gestão, chega a R$ 25,5 mil mensais se todos os cargos listados continuassem preenchidos. Sem maquinário e sem outros dispositivos para trabalhar, a pasta continua sob alvo de críticas políticas por falta de ação que resulte em resposta a demandas públicas na cidade.

Outro entrave é a permanência ou não de Pollyannna Teixeira no partido. Existe a possibilidade de que uma comissão de ética seja pedida para apurar o comportamento da secretária de Esportes no governo de Agostinho. Há alguns dias, o prefeito havia dado como garantida a permanência de Pollyana na pasta. A indicação foi do PT, porém, há rumores de que integrantes tenham pedido a substituição da titular.