08 de julho de 2026
Geral

Grávida adotou casa do Centro como abrigo

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 1 min

Entulho por todos os cômodos, forte cheiro de urina, paredes, escadas e portas destruídas e muitas latinhas usadas para consumir droga. Essa é a situação de uma casa localizada na quadra 13 da rua Antônio Alves, no Centro. Apesar da situação, o local é abrigo de moradores de rua. Durante vistoria ontem, a Polícia Militar (PM) encontrou quatro homens e uma mulher no local.

Apesar de abandonado, a água do imóvel não foi cortada e muitos andarilhos que passam pela residência tomam banho com uma mangueira. Das cinco pessoas encontradas pela PM, três têm antecedentes criminais por furto, uma delas uma jovem de 24 anos, diz estar grávida de dois meses (apesar da barriga indicar um tempo maior). Apesar de não querer se identificar, ela contou um pouco da sua história.

Moradora de rua há sete anos, a jovem adotou o local como abrigo há um mês. “Quando minha mãe morreu, minha tia disse que não tinha condições de cuidar de mim e da minha irmã. Então, fomos para rua e caímos no mundo da prostituição”, conta.

Desde os 17 anos, ela vende o corpo em troca de dinheiro. Sua irmã, de 22 anos, está presa há um ano e foi condenada há oito anos de prisão por envolvimento com droga. Segundo ela, desde que descobriu a gravidez largou a prostituição e passou a ser “flanelinha” na avenida Nações Unidas.

Quando não tem dinheiro para comer, ela disse que pede nas ruas. A jovem já foi presa por furto e hoje presta serviço à comunidade. Dos outros quatro homens encontrados na casa, com idades entre 21 e 16 anos, dois também têm antecedentes criminais e um deles presta serviço à comunidade.