Rio - O Serviço de Inteligência do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) descobriu ontem escutas ilegais em telefones e na sala do presidente do tribunal, o desembargador Luiz Zveiter. As escutas foram descobertas após denúncia anônima feita ao órgão.
De acordo com a assessoria do presidente, o pai de Zveiter, o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Waldemar Zveiter, e o filho do desembargador, o advogado Flávio Zveiter, também tiveram seus telefones grampeados.
No caso do presidente do TJ-RJ, o telefone de sua casa, o seu celular e o telefone do seu gabinete estavam grampeados. Também havia uma escuta ambiental colocada no sistema de ar-condicionado da sala de Zveiter. A escuta estava ligada a uma antena externa do prédio do tribunal que fazia a transmissão do áudio.
Na noite de ontem, Zveiter se reuniu com o conselho do TJ-RJ para decidir que medidas internas tomará para investigar a origem dos grampos. Ele também notificou a Secretaria de Segurança Pública do Estado e a Polícia Federal para que façam investigações a respeito.