A secretária municipal de Esportes, Pollyanna Teixeira, tem sido uma exímia “equilibrista”, apesar de “balançar” no cargo e enfrentar resistência de setores do PT. A permanência dela conta com o apoio da administração municipal para deixar os petistas divididos.
O próprio Rodrigo Agostinho (PMDB) já interferiu no início do governo, quando houve as primeiras articulações de que Pollyanna era “inexperiente” para o cargo.
O peemedebista decidiu que ela ficaria na função. A rigor, a administração não queria mexer no secretariado num prazo de seis meses, período mínimo para avaliação mais aprimorada de todo primeiro escalão.
Cota da vice-prefeita Estela Almagro e do vereador José Carlos Batata, a secretária tem encontrado dificuldades à frente da pasta por desconhecer os detalhes da intricada máquina burocrática pública. Fora a inexperiência política em lidar com um PT dividido em alas. Há poucas semanas, Pollyanna se envolveu em outra polêmica: a instalação no município do Centro de Excelência de Judô, um projeto de mais de R$ 1 milhão custeado pelo governo do estado numa parceria com a prefeitura.
Simplesmente, o projeto ficou guardado em uma gaveta da Secretaria de Esportes. A minuta do convênio, que dá a formatação ao projeto e às obrigações de cada parte, ficou pelo menos dois meses sem nenhuma movimentação.
O prefeito ao saber pelo JC da demora, chamou uma reunião com Artemio Caetano Filho (indicado há poucos dias delegado regional estadual de esporte de Bauru) e com Ricardo Oliveira (chefe de gabinete da Câmara) e prometeu agilizar a implantação do projeto. No estado há quatro projetos similares financiados pela Secretaria Estadual Esporte e Turismo, mas “empacado” só o de Bauru. Esse foi mais um ponto negativo para Pollyanna, não suficiente, no entanto, para tirá-la do cargo, mas a deixou desgastada. O problema é que a vaga tem o “olho gordo” do PTB que almeja ocupar o cargo, não visto com simpatia pelo prefeito Rodrigo.
Outro secretário petista que está no olho do “furação” é Cláudio da Silva Gomes, enfraquecido com as recentes demissões de assessores em meio à polêmica da “ressuscitada” secretaria das Administrações Regionais (Sear). A pasta é promessa de campanha do prefeito de reativar as regionais, porém só conseguiu lotá-la de pessoal sem a mínima estrutura. Já o secretário de Obras, Eliseu Areco Neto, pelo perfil técnico (engenheiro), é o menos cobrado e não tem o cargo tão cobiçado pelos grupos petistas. Mesmo assim foi chamado para explicar ao partido sua atuação.