São Paulo - O mercado de trabalho gerou saldo positivo de cerca de 30 mil postos de trabalho para as mulheres em fevereiro e eliminou 21 mil vagas ocupadas por homens, mostra o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). É a primeira vez desde dezembro, quando o país teve recorde em perda de vagas (655 mil), que o saldo fica positivo para um dos sexos.
Indústria e construção foram os que mais extinguiram oportunidades de trabalho para eles. Mulheres ganharam espaço no comércio e nos serviços.
No mês passado, a recuperação do emprego começou de forma moderada. No pior resultado para fevereiro desde 1999, o mercado apresentou saldo positivo de 9.179 vagas com carteira assinada.
Só alguns Estados iniciaram a reação ao tombo de dezembro, mês em que todas as regiões tiveram saldo negativo. No mês passado, 13 das 27 unidades da Federação tiveram saldo positivo. Os melhores, em números absolutos, foram os de Goiás (8.058), Santa Catarina (5.674) e Rio (5.480).
O superintendente da regional Goiás do Ministério do Trabalho, Samuel Alves Silva, destaca que a expansão do emprego no Estado foi modesta, mas que a maioria dos setores teve bom resultado. Mesmo tendo sido o campeão em geração de vagas em fevereiro, o saldo do emprego em Goiás se desacelerou em 31% ante igual mês de 2008 -ano de forte crescimento, cujos resultados, segundo economistas, dificilmente se repetirão a curto prazo.
Em Santa Catarina, as vagas abertas pela administração pública e pela agropecuária influenciaram o bom desempenho de fevereiro. O superintendente do Ministério do Trabalho para o Estado, Luis Miguel Vaz Viegas, vê perspectiva favorável para os pequenos produtores. Os serviços foram outro setor de destaque catarinense, com influência do turismo.