08 de julho de 2026
Ser

Aparelhos apresentam ‘mil e uma utilidades’

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Não é difícil encontrar quem compare o telefone celular a um canivete suíço, afinal, ambos têm várias funções. Não se trata de uma propaganda da Bombril, mas o fato é que eles têm mil e uma utilidades. Com a chegada e massificação do celular, muitos outros aparelhos foram aposentados. Para quê ter uma calculadora, um relógio de pulso, um walkman ou MP3 player, entre outros produtos, se existe tudo isso em um único aparelho e, principalmente, se esse aparelho é um telefone celular que você carrega para todo canto?

Eliana Svizzero da Silva Lobo não pensou duas vezes quando percebeu que era possível acordar todas as manhãs com um aviso do celular e aposentou o despertador. Além de se livrar do barulho irritante do relógio, o aparelho ainda oferece um recurso extra de segurança, ou seja, depois que ele “desperta”, se a função não for desativada, continua tocando em intervalos de minutos, até que o dorminhoco decida levantar. O despertador não faz isso.

“Faz uns três anos que aposentei o despertador. Ele funciona, mas está abandonado em algum canto da casa”, diz Eliana. Nesses três anos, ela diz que o celular nunca falhou. A não ser uma vez que ela perdeu hora para trabalhar. Acordou duas horas depois do horário que deveria ter acordado. Mas até hoje ela não sabe se foi culpa do celular ou dela.

Outro hábito que Eliana deixou de lado em razão do celular foi usar relógio de pulso. Esse, ela abandonou há mais tempo. Faz uns cinco anos. “Agora, quando eu coloco um relógio no braço parece que incomoda”, conta.

Com a máquina fotográfica foi mais ou menos a mesma coisa. “Comprei um celular com uma resolução alta para poder tirar fotos com boa qualidade”. Mas ao contrário do despertador e do relógio de pulso, Eliana não aposentou sua máquina fotográfica digital. Nesse caso, ela usa o celular para tirar fotos apenas quando surge uma possibilidade inesperada.

Agenda telefônica, só mesmo a do celular. Aquela feita de papel deixou de existir faz tempo para Eliana. Neste caso, o cuidado tem de ser redobrado. “Se eu perder meu celular, perco também todos os meus contados”, pondera. Por medida de segurança, ela pensa em passar os números para a agenda de um outro telefone.

O técnico de farmácia Fernando Antônio Duarte engrossa a fila daqueles que deixaram muita coisa de lado em favor do celular. Despertador, agenda, máquina fotográfica, calculadora, calendário, música, jogos. Tudo em um mesmo aparelho.

Quando está em alguma fila ou em qualquer outro lugar que precisa esperar, ele espeta o fone de ouvido no celular e ouve música enquanto aguarda. Mas não é só na rua que ele faz do telefone seu MP3 player. Enquanto está em casa descansando ou martelando as teclas do computador, ele também aproveita para curtir um som de seu celular.

Quando não quer ouvir música, entra na seção de jogos e lá se distrai. Quando tem um compromisso, nada de anotar no papel. Fica tudo registrado na agenda eletrônica do telefone, que avisa quando está na hora de uma reunião, de uma ligação, ou de qualquer outro compromisso importante.

Fernando é outro que não suporta o barulho do despertador tradicional. Por causa disso, ele diz que nunca conseguiu dormir com um do lado da cama. “Odeio o barulho do despertador, ele é irritante. Com o celular, eu coloco toques diferentes e ainda dá para controlar o volume”, aponta.