08 de julho de 2026
Ser

Aparelho é ‘expulso’ das salas de aula

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Que o celular é importante, pouca gente duvida. Mas em determinados locais ele não é bem-vindo, como dentro da sala de aula. A reclamação dos professores foi tanta que, em 2007, o governo de São Paulo aprovou uma lei que proíbe os estudantes de usar telefone nas escolas nos horários de aula. Apesar da proibição, a prática não cessou.

O que muitas escolas têm feito, entre elas o Colégio Fênix, de Bauru, é tentar, por meio de uma boa conversa, convencer os alunos de que manter o celular ligado durante a aula pode atrapalhar o aprendizado. Se não houver acordo, o aluno corre o risco de ter o aparelho confiscado pela direção da escola.

“Quando o professor flagra o aluno usando o celular dentro da sala de aula, recolhe o aparelho e o entrega na diretoria. O telefone é devolvido somente aos pais do aluno, para poder conversar com eles”, comenta Adriane Branco Folks, coordenadora do ensino fundamental 2 do colégio.

Ela diz que não é proibido levar celular para a escola. O aluno pode usar, mas no intervalo, não durante a aula. “Se deixar à vontade, a atenção que deveria estar no professor e na matéria que está sendo passada volta-se para o telefone”, justifica.

Segundo Adriane, a decisão da escola conta com o apoio dos pais, que querem que seus filhos tirem o máximo de proveito dos estudos. Ele conta que a escola decidiu proibir o celular dentro da sala de aula há cerca de três anos. Com a massificação do aparelho, até alunos da 1ª série do ensino fundamental estavam levando o telefone para a aula.