11 de julho de 2026
Geral

Para pesquisadores, parques estão mais especializados

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 1 min

Outra forte tendência apontada pelos pesquisadores é a especialização dos zoológicos. Diante da sua função primordial - conservação das espécies - os zôos brasileiros têm se transformado em redutos específicos de determinados animais para melhor atender a demanda de suas pesquisas.

“Existe, por exemplo, os que adotam pesquisas com determinados animais, investimento mais nesse ou aquele, não em detrimento dos outros, mas aplicando seu corpo técnico e recursos a um determinado projeto”, explica Fernando Magnanni, diretor do Zoológico de São Carlos.

Para Gerson Norberto, diretor do Zoológico de Salvador (BA), essa postura vem, justamente, da ampliação do conceito de zoológico que ultrapassa a questão do lazer. “No passado, a concepção dos parques era diferentes: eram grandes centros para acumular o maior número de espécies, simplesmente para expor. Hoje, a especialização existe para atender essa demanda dos trabalhos de conservação da espécie”, explica.

“O que se vê hoje é que muitos parques têm conservado a presença de animais “chaves” para a visitação, porque sem ela o espaço não sobrevive, mas se dedicado de maneira especial a um determinado grupo de espécie”, completa Adalto Nunes, diretor do Zoológico de Piracicaba e ex-presidente da Sociedade de Zoológicos do Brasil.