Luanda - O papa Bento XVI partiu ontem de Luanda com destino Roma, após concluir sua primeira viagem à África, no qual visitou Camarões e Angola. Antes de entrar no avião que o leva de volta ao Vaticano, Bento XVI afirmou que vai “triste”, devido ao sofrimento que viu na África, mas “feliz” por ter conhecido um continente “valente e decidido a renascer”.
“Não ficaremos tranquilos enquanto houver pessoas que sofrem por falta de comida, de trabalho, de uma casa ou de outros bens fundamentais”, disse o papa.
Segundo ele, para responder a essas carências, “é necessária a solidariedade”. “Solidariedade entre as gerações, entre as nações e entre os continentes, que gere um cada vez mais equânime repartição dos recursos da terra entre todos os homens.”
Defesa ao papa
O presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Angelo Bagnasco, afirmou ontem que a organização não aceitará as “ofensas” contra o papa Bento XVI, as quais “se prolongaram sem nenhum bom senso”.
Bagnasco se referiu às repercussões negativas que as declarações do Pontífice sobre o uso e distribuição de preservativos e a remissão da excomunhão de quatro bispos da Fraternidade São Pio X - entre eles Richard Williamson, acusado de negar a existência do Holocausto - geraram na imprensa e em expoentes políticos.