08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Por Texto: Gabriel Pelosi | Consultor: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

Bauruenses

No torneio federado do Centro Avareense (Avaré), disputado no último final de semana, dois bauruenses foram campeões: Carlos Salzedas (Projeto-Imobiliaria), na categoria 50MB, e Fernando Toledo na categoria 45MB. Já Vinicius Fantin Amaral, na categoria até 10 anos, foi vice-campeão.

Banana Bowl 1

Nenhum brasileiro chegou à final do Torneio Banana Bowl (torneio internacional juvenil, mais tradicional do Brasil) encerrado no domingo passado. Na categoria 18 anos, desde 1981 não temos um brasileiro como campeão. Mas nesse ano a coisa foi pior ainda, pois nenhum brasileiro chegou à final das categorias 14, 16 e 18, tanto no masculino quanto no feminino. O resultado deve servir como uma alerta. Técnicos, jogadores e especialistas têm dito que a quantidade de jogadores nos torneios nacionais e estaduais está caindo e o nível técnico também.

Banana Bowl 2

O jornalista José N. Dalcin, em artigo sobre o Banana Bowl, relata muito bem a realidade do tênis brasileiro: “Até quando vamos ficar esperando que a classe média-alta nos gerem tenistas, já que nosso esporte continua confinado aos clubes ou ao treinamento custoso das academias? Quando iremos copiar o modelo internacional de sucesso, que é a garimpagem de talentos e a abertura de oportunidades? Não dá para ficar sentado, aguardando que um garoto ou uma menina de família abastada se interesse pelo tênis, ou esperar que alguém com menores recursos faça o milagre de se destacar no circuito e, só assim, quase que, de favor, receba algum tipo de apoio.”

Já entre os melhores

Toni Nadal, tio e técnico de Rafael Nadal, admitiu após a conquista de seu pupilo no último torneio, que já o vê como um dos maiores tenistas da história. Mas disse que Rafael ainda tem o que evoluir. “Rafa está bem, mas seu saque ainda não está à altura de seu ranking (1), analisou Toni. “Se falarmos dos melhores da história, já podemos incluí-lo em uma espécie de ‘terceiro nivel’, onde no primeiro estão Roger Federer, Bjorn Borg e Rod Laver e no segundo estão John McEnroe, Pete Sampras, Jimmy Connors e Ivan Lendl. Hoje Nadal está atrás desses caras, mas ainda é jovem e só quando acabar sua carreira é que saberemos em que nível está.”

Sinceridade

Em entrevista concedida durante o torneio de Indian Wells, Roger Federer foi questionado sobre seu choro após a derrota na final do Aberto da Austrália para o espanhol Rafael Nadal. Com sinceridade respondeu: “É simples, você passa três semanas em uma cidade (chegou uma semana antes e ficou duas no torneio), luta por cinco horas na partida final, fica emocionado, pois a torcida está dentro do jogo e você sente que está prestes a vencer e, de repente, se dá conta que seu objetivo está longe mais uma vez”, disse o suíço Federer, que perdeu a chance de igualar o recorde de 14 Grand Slams de Pete Sampras. “Foi isso que me fez chorar. Depois ainda ver aquele cenário com o Rod Laver (australiano, o único a vencer os quatro Grand Slams no mesmo ano) na cerimônia de premiação. Isso criou a emoção. Ao invés de ser no vestiário, o choro aconteceu na quadra na frente de todos. Eu poderia tentar segurar, mas mostra que sou humano como qualquer outra pessoa”, encerrou Federer.

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Dica

Quando você joga, com qual freqüência executa seus golpes em ‘condições ideais’ (bolas fáceis e na mão)? Na verdade, na maioria de seus jogos, talvez consiga bater um terço das bolas nessas condições (sem contar o saque). O resto você estará correndo, se esticando, agachando ou pulando para poder executar a batida. Mesmo assim, muitos jogadores passam o treino aperfeiçoando seus golpes em condições ideais (parados), deixando de treinar as habilidades para executar golpes em condições não favoráveis. Leve isso em consideração e na próxima vez que for treinar, procure passar um bom tempo batendo bolas que te obrigue a se movimentar.

Curiosidade 1

A alemã Sarah Gronert, de 22 anos, atual 619 do mundo, está sendo notícia no circuito feminino, não tanto por seu jogo, mas pelo fato de ter nascido hermafrodita, ou seja, com órgão sexual masculino e feminino. Há três anos, Sarah quase interrompeu a carreira por causa do falatório. Em vez disso, optou pela cirurgia de extração do órgão masculino e, a volta ao circuito (agora apenas como mulher) só aconteceu depois de julgamento por um comitê da WTA, entidade que regula o tênis feminino. Sua participação nas chaves femininas está causando muita polêmica. Muitos dizem que não há uma garota que possa sacar como ela, nem mesmo Venus Willians. Em breve estará entre as top 50, dizem os especialistas. Em 2009 já ganhou dois torneios. O caso da alemã faz lembrar o do oftalmologista britânico Richard Raskind, transexual que mudou de sexo em 1975 e chegou a competir profissionalmente como mulher (também levantando enorme polêmica), com o nome de Renee Richards. Sua melhor classificação no ranking feminino foi 20º, em fevereiro de 1979.

Curiosidade 2

Aposentada (precocemente) desde o ano passado, a ex-número 1 do mundo, a belga Justine Henin, bateu um recorde mundial no último domingo: o de maior fila de banheiro. Ela foi uma das 756 pessoas que se enfileiraram na porta de um banheiro na Bélgica, para quebrar o recorde e arrecadar fundos para o programa de higiene da Unicef.