O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) interditou e autuou quatro bombas medidoras de combustível em postos de duas cidades da região de Bauru. A operação “Bombas de Combustível” constatou que os dispositivos apresentavam irregularidades no volume de combustível que prejudicavam os consumidores.
No total, 55 bombas medidoras foram avaliadas entre as 8h30 e 16h de domingo. Nove postos de combustíveis foram fiscalizados.
Os técnicos fazem o exame visual das bombas, checagem das marcas de verificação e do sistema de lacração, seguidos de ensaio de medição e determinação de erros, utilizando um padrão de 20 litros.
A partir deste procedimento, foi feita a comparação com a marcação no mostrador da bomba para observar se o instrumento funcionava corretamente.
Em Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru), das 25 bombas dos cinco postos visitados, três foram autuadas pelos fiscais, que observaram as seguintes irregularidades: o dispositivo tinha falha no “interloque”, mecanismo de bloqueio responsável por zerar os indicadores de volume e preço a serem pagos a cada novo fornecimento.
Em outro posto, duas outras bombas medidoras continham erros contra o consumidor. A cada 20 litros computados no marcador, o consumidor deixava de receber menos 140 mililitros em uma e menos 160 mililitros de combustível em outra bomba.
Em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), os fiscais do Ipem constataram que uma das bombas estava com erro quantitativo - registrava menos 200 mililitros de combustível a cada 20 litros.
A quantidade aceitável pelo órgão de fiscalização é de 100 mililitros a cada 20 litros.
De acordo com Luiz Antonio Brizzi, chefe de Divisão Técnica da regional do Ipem de Bauru, a meta do órgão é proteger os interesses do consumidor.
Na avaliação de Brizzi, as interdições na região indicam que o ato de fiscalizar deve prosseguir de forma contínua.
“É um número que faz com que aumentemos a fiscalização. Em um dos postos autuados em Igaraçu, por exemplo, as bombas haviam sido trocadas há 15 dias e apresentavam irregularidades”, disse.
Os postos de combustível foram autuados - receberam um documento com as falhas encontradas e as providências tomadas pela fiscalização.
Os proprietários dos estabelecimentos têm dez dias para apresentar sua defesa diante das irregularidades apontadas pelo Ipem. Após esse período, pode ser aplicada a penalidade que varia de uma advertência até multa no valor de R$ 50 mil.
No Estado
Em todo o Interior do Estado de São Paulo, 11 postos de combustível foram autuados.
A fiscalização englobou 1.138 bombas medidoras de 112 postos de serviços. A ação envolveu 37 equipes de técnicos em 30 municípios.
Nas autuações foram verificados erros no fornecimento do combustível, lacres rompidos e falhas eletromecânicas que comprometiam o funcionamento preciso e a segurança dos instrumentos.