Assunção - Organizações camponesas e de sem-teto paraguaias, com apoio do brasileiro MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), fecharam ontem, das 10h15 às 11h30, a ponte da Amizade, que liga o município de Foz do Iguaçu (PR) a Ciudad del Este (Paraguai).
No ato, pediram reforma agrária no Paraguai e a renegociação dos tratados sobre Itaipu, com o Brasil, e Yaciretá, com a Argentina.
O ato foi liderado pela MCNOC (Mesa Coordenadora Nacional das Organizações Camponesas), que reúne sem-terra e sem-teto paraguaios. Além do MST, a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) foram as entidades brasileiras presentes.
O protesto reuniu cerca de 400 manifestantes, segundo a Polícia Nacional do Paraguai, e aconteceu no lado paraguaio da ponte da Amizade. Antes, brasileiros e paraguaios, no meio da ponte, cantaram os hinos nacionais dos dois países.
As mobilizações no Paraguai ocorrem em um momento crítico para o governo do presidente Fernando Lugo, que sofre pressões para fazer as reformas agrária e urbana prometidas em sua campanha eleitoral, no ano passado.
Itaipu
O governo do Paraguai afirmou que vai rejeitar uma oferta do Brasil de aumentar o valor que paga pela cessão de energia da hidrelétrica de Itaipu, uma decisão que ameaça paralisar as negociações sobre a administração da empresa binacional.
A próxima reunião entre os presidentes dos dois países está prevista para o dia 29 de abril, em Brasília.