Geralmente, os vôos partindo de São Paulo chegam a Lima de madrugada. Mas é tanta gente e tantos sons no aeroporto que mais parece o meio-dia. Famílias, principalmente mães e filhos, se concentram no desembarque para oferecer “souveniers” aos visitantes. Ou pedir um trocado: “Senhõrita, uma propina!”. Impossível resistir àqueles olhos grandes, negros.
Esqueça essa má impressão e descubra a capital das flores, do mar, das oliveiras, das lojas de departamento e das grandes avenidas adotadas pela iniciativa privada.
Lima tem lugares feios, sujos, poluídos como São Paulo, mas também amplos parques e bairros chiques como San Izidro e Miraflores. Perfeitos para caminhadas em meio a exposições ao ar livre. E o que encanta de cara: um centro histórico preservado.
O Rio Rímac corta a cidade e passa exatamente atrás do Palácio do Governo. Comece por aí seu “tour”, a pé. O setor histórico de Lima tem ruas estreitas, calçadões e comércio agitado. Além de edifícios coloridos, restaurados, com fachadas decoradas.
É imprescindível uma visita à Catedral, enorme, com portas trabalhadas de madeira e na Igreja de São Francisco, belíssima, com pátios com azulejos espanhóis.
O complexo abriga o Museu de Arte Religiosa e as catacumbas, uma rede de galerias abertas ao público. Se você tem claustrofobia, não arrisque, embora o ambiente seja arejado.