10 de julho de 2026
Nacional

Advogados de defesa da Camargo Corrêa dizem que prisões são ilegais

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Os advogados da construtora Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, vão alegar a falta de fundamentação legal para que os quatro executivos e duas secretárias da empresa continuem presos. A defesa pretende ajuizar um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Eleitoral da 3.ª Região (TRF-3) para libertar os seis empregados da construtora.

“Não há motivos para eles estarem presos. Faltam requisitos legais para que eles sejam mantidos no cárcere”, afirma o advogado Newton Pavan, da Advocacia Mariz De Oliveira, que representa a empresa.

Eles foram presos durante a operação da PF na sede da empresa anteontem. Ao todo, foram expedidos dez mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão. No Rio de Janeiro, a PF apreendeu R$ 1,5 milhão em espécie em escritórios de doleiros.

Dos seis empregados da construtora presos, três foram detidos temporariamente - por cinco dias -, enquanto outros três tiveram tiveram suas prisões preventivas decretadas. Os executivos da Camargo Corrêa presos preventivamente são Fernando Dias Gomes, Dárcio Brunato e Pietro Francisco Brunato Giavina Bianchi. Já as prisões temporárias foram decretadas contra o diretor da empresa Raggi Badra Neto e as secretárias da companhia, Marisa Berti Iaquino (secretaria do Fernando) e Darcy Flores Alvarenga (secretária do Pietro).

Segundo a PF, a operação foi deflagrada para desarticular uma suposta quadrilha inserida na construtora.