10 de julho de 2026
Polícia

Destruídas 29 ‘bananas' de explosivos e uma granada apreendidas em Bauru

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Numa operação realizada com ajuda do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, a Polícia Civil de Bauru detonou ontem 29 “bananas” de explosivos apreendidas no mês passado em um apartamento do Jardim Olímpico em Bauru, que era laboratório de refino e preparação de drogas na cidade. Na ocasião, a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) apreendeu no local 170 quilos de drogas, coletes à prova de balas, escopeta calibre 12 com mira a laser e equipamentos e produtos químicos para a elaboração de drogas.

Também detonou ontem uma granada de mão, de fabricação caseira, mas de alto poder destrutivo que foi apreendida num apartamento no residencial Marilu, em janeiro pela polícia durante investigação à tentativa de roubo à agência dos Correios de Piratininga. Vestido como se fosse para uma guerra, o investigador André Pereira dos Santos, do Grupo Antibombas do Deic, coordenou a detonação dos artefatos realizada numa empresa do município, localizada às margens da rodovia Bauru-Ourinhos.

O delegado Kleber Granja, da Dise, explicou que a granada, o primeiro artefato destruído, poderia causar várias mortes. “Era uma granada caseira, feita na carcaça de uma industrializada. Na cavidade, colocaram explosivo. Segundo os técnicos do Deic, era uma arma típica para armadilha, feita para ser detonada se alguém esbarrasse nela”, explica.

Já as 29 “bananas” de explosivos, de dois quilos cada uma, não continham dinamite, mas sim amônia, gel e outras substâncias que, juntas, têm alto poder de destruição e poderiam ser usadas para detonação de pedreiras. “Nas mãos erradas e com as técnicas certas, poderiam causar explosão violentíssima, destruir uma casa, por exemplo”, compara o delegado.

Para evitar risco aos envolvidos na destruição dos explosivos, os artefatos foram enterrados em buracos de quatro metros de profundidade e sobre ele ainda colocada mais terra. A distância, por pavio, tanto a granada quanto as “bananas” explosivas foram detonadas.

A operação de destruição dos explosivos foi acompanhada pelo comando da Polícia Civil, incluindo o diretor do Departamento de Polícia Judiciária –4 (Deinter-4) Renato Cruz Swensson, e o delegado seccional de Bauru, José Henrique Gomes dos Santos. “A nossa preocupação é que esses explosivos pudessem ser usados (por criminosos) em invasão de presídios para resgate de presos. São iguais aos que foram usados em roubos a empresas de transporte de valores na Capital”, comentou ele, ressaltando que a destruição dos artefatos é a última etapa do trabalho da Polícia Civil após a apreensão do material.