08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mas afinal, qual é o limite?


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A cidade de Bauru, que no próximo dia 1º de agosto completa 113 anos, já se mostrou digna do titulo de “Cidade sem limites” muitas vezes. O famoso lanche bauru já levou o nome da cidade ao conhecimento internacional. Um bauruense ultrapassou os limites do planeta sendo o primeiro brasileiro a ir para o espaço. Mas, afinal, o que é ser sem limite?

Infelizmente, a maior prova da falta de limites é percebida descaradamente com a ausência de sensibilidade para muitos problemas municipais, tanto por parte da população quanto por parte dos órgãos públicos da cidade. Esperam que as fronteiras de Bauru sejam eliminadas, contudo, não é possível nem ao menos trafegar pelas ruas do município sem cair num buraco. Enquanto as ruas que margeiam a nobre Getúlio Vargas se encontram em ótimas condições de tráfego, ruas dos bairros periféricos, como por exemplo as dos bairros Jaraguá ou Tangarás, ou mesmo dos bairros centrais, se encontram com um asfalto composto em sua maioria por buracos. Isso quando possuem asfalto. A cada chuva que cai sobre a cidades, a avenida Nações Unidas e muitas outras ruas transbordam de tristeza com tanta falta de atenção.

Ainda no setor de transportes, deparamo-nos com uma situação ainda mais chocante e triste: o descaso para com a malha ferroviária. É preciso lembrar que graças a ferrovia, a cidade pôde crescer e se desenvolver tornando-se a potência que é hoje. A estação, umas das construções mais imponentes realizadas no século passado, onde antes era ponto de chegada e saída para milhares de pessoas que viajavam pela Paulista, Noroeste ou Sorocabana, hoje se encontra à mercê dos maus tratos do tempo e servindo de abrigo a moradores de rua.

Nem mesmo as folias de carnaval são capazes de fazer a alegria da população, uma vez que os desfiles de rua, tradicionais a alguns anos, deixaram de existir e o sambódromo, que foi construído com a função de ser um local para reunir o povo e trazer o riso, atualmente vem a ser um local onde diariamente tem sido utilizado para o consumo de drogas, violência, ou mesmo para armazenar artigos roubados. Diante de tantos outros problemas, a cidade sofre com sérios problemas de úlcera. No caso, uma úlcera conhecida por úlcera de Bauru ou Leichmaniose.

Mal o ano de 2009 teve inicio e diversos casos da doença já foram descobertos. Até mesmo os cachorros de Presidente Prudente lembram-se de Bauru, uma vez que até alguns meses atrás a cidade não possuía nenhum foco da doença, sendo o primeiro caso tendo como origem uma cadela bauruense que estava contaminada. Enquanto isso, os bauruenses que amam a cidade ficam desolados com o abandono de Bauru e ficam à espera de um dia encontrar o pote de ouro no final do viaduto Bela Vista – Falcão.

Flávio Futino Gondo – RG: 35.864.139-1