09 de julho de 2026
Nacional

Diretores da Camargo Corrêa são libertos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Justiça Federal concedeu ontem seis habeas corpus beneficiando os dez presos pela Polícia Federal durante a Operação Castelo de Areia, deflagrada na última quarta-feira. Foram beneficiados pela decisão da desembargadora federal Cecília Mello os diretores da Camargo Corrêa Pietro Francesco Giavina Bianchi, Fernando Dias Gomes, Dárcio Brunato e Raggi Badra Neto, as secretárias Darcy Flores Alvarenga e Marisa Berti Iaquinto, e os supostos doleiros José Diney Matos, Jadair Fernandes de Almeida, Kurt Paul Pickel e Maristela Sum Doherty.

Até o fechamento desta edição, os acusados ainda permaneciam na carceragem da PF em São Paulo, mas a previsão era de que seriam libertados antes do início da noite.

Segundo Ministério Público Federal e PF, a Camargo Corrêa é suspeita de remessa ilegal de dólares para o Exterior, superfaturamento em obra pública, doação ilegal para partidos políticos e lavagem de dinheiro. Escutas telefônicas apontam que a empreiteira fez doações ilegais a partidos, segundo a polícia. O relatório da PF cita PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PMDB e PP, que negam caixa dois. A Fiesp é apontada na investigação como intermediária das doações da empresa a políticos. A federação nega.

Beneficiária de empréstimos milionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a empresa é parceira do governo federal em algumas das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e integra consórcios responsáveis pela expansão do metrô e do Rodoanel, em São Paulo, e pela construção do Centro Administrativo de Minas Gerais. Também detém a concessão de serviços públicos em vários Estados, como administração de rodovias, transmissão de energia e limpeza urbana.

A Procuradoria decidiu investigar em todo o país as obras da empresa que tenham apresentado indícios de irregularidade para verificar se os problemas têm alguma conexão com supostas doações ilegais.

As obras da Refinaria Nordeste e da usina de Tucuruí, das quais a empresa participou, já foram incluídas na investigação sob suspeita de superfaturamento. Para a Procuradoria, o dinheiro eventualmente pago a mais pode ter sido usado em doações irregulares.