Em uma visita aos restaurantes e lanchonetes da cidade, pode-se notar que o público vai desde crianças acompanhadas pelos pais até casais idosos. Embora cada um tenha seu restaurante favorito, todos concordam que sair de casa para comer é um dos melhores programas para o final de semana.
Para os mais jovens, o grande atrativo está na companhia dos amigos. “Toda sexta ou sábado a gente sai e vai conhecer algum lugar diferente para comer. A gente estuda junto e aproveita que não tem que acordar cedo no outro dia para sair para conversar. Depois a gente vai dormir na casa uma da outra”, conta Amanda Papoti Alves, estudante, que lanchava com as amigas.
Adrielle Garcia, que jantava com o namorado em uma lanchonete, conta que come fora com freqüência e revela o motivo. “A idéia de sair de casa para comer é poder variar o cardápio”, explica.
Com o passar dos anos, a exigência com a qualidade dos pratos e o bom atendimento aumentou muito. É claro que a companhia continua sendo elemento fundamental na hora de fazer as refeições, mas anos e anos de degustação de diferentes sabores geram um paladar apurado. Este é o caso de Acácio Lins do Valle, que jantava com a esposa e um casal de amigos em um restaurante oriental. “O tempero e o sabor são diferenciados. É uma comida leve e o bom saquê acompanha muito bem os pratos. Além da comida, o importante em um restaurante é ter um lugar aprazível e um bom atendimento”, diz.
Há também casos nos quais os clientes são fiéis a um estabelecimento e passam o costume para os filhos. “Comemos fora com certa freqüência por lazer, diversão, para sair da rotina, bater papo e relaxar. Atualmente, não moramos em Bauru. A cada 15 ou 20 dias a gente vem para cá para visitar nossa filha e passamos por aqui para comer um lanche. Aliás, ela (a filha) vem aqui desde que estava na minha barriga e vai continuar a tradição”, conta Adriana Gobbi Viana de Oliveira, que jantava com o marido Francisco e a filha Mariana.
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Cotidiano
As pessoas que comem fora de casa diariamente têm outro tipo de interesse nestes estabelecimentos: praticidade, rapidez e preço baixo. Andrea Guedes Barreto Gonçalves, que costuma almoçar em restaurantes que servem comida por quilo, faz parte deste rol de consumidores. “Para mim, o quilo é ideal porque é rápido e eu tenho compromissos de trabalho com hora marcada. Afora isso, com criança este tipo de restaurante é ótimo, pois tem bastante opções e ela escolhe o que quer”, justifica.
O casal de aposentados Ivone e Paulo Tambara viu na opção diária pelo restaurante uma forma de mudar a rotina. “Faz uns sete anos que a gente come diariamente no restaurante por quilo. Foi uma mudança de ritmo porque a gente não precisa, por exemplo, ter uma empregada que cozinhe todos os dias. Além disso, a alimentação é saudável, tem variedade de pratos e é uma comida caseira, do dia-a-dia”, diz Ivone.