09 de julho de 2026
Nacional

Reunião do G20 será destaque da semana

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A reunião de cúpula do G20, que ocorrerá na quinta-feira, em Londres, será um dos eventos que deverá chamar mais atenção do mercado nesta semana, mesmo que os analistas não alimentem a expectativa de que grandes decisões sejam tomadas. Isso porque assuntos como novos pacotes de estímulo fiscal e regulação do mercado financeiro serão discutidos.

Além dessa reunião, a semana trará, principalmente a partir de quarta-feira, importantes dados e anúncios econômicos. Números referentes ao mercado de trabalho, produção industrial e decisão sobre juros estão dentre os destaques. “Na reunião do G20, a Europa questionará a posição soberana do modelo americano, numa discussão inflamada perante a responsabilidade da crise atual. Espera-se, com isso, que o debate traga sinalizações importantes, principalmente para a reformulação do sistema financeiro internacional”, afirma, em análise, a corretora Planner.

Hoje, o mercado brasileiro irá conhecer o IGP-M de março. Como esse é o primeiro índice de preços do mês a ser conhecido, os investidores estarão atentos a seu resultado. A expectativa é que o indicador aponte deflação de 0,33%. Haverá também a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação, elaborado pelo Banco Central, com avaliações e projeções para a economia do País.

A agenda norte-americana reserva na quarta-feira uma série de indicadores, com destaque para os gastos com construção, o índice de atividade da indústria e as vendas dos veículos.

Por aqui, o destaque fica com o resultado da produção industrial de fevereiro, a ser divulgado pelo IBGE. Em janeiro, a produção da indústria nacional registrou retração de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2008. Foi o pior resultado em 19 anos nessa base de comparação. “A produção industrial nacional trará impactos relevantes se fugir do consenso, de queda em torno de 15%, após a queda 17,2% em janeiro. Ao que parece, a recuperação da indústria automobilística pode amenizar a queda”, avalia a Planner. O dado de fevereiro pode dar uma mostra melhor do desempenho do PIB no trimestre.

Na quinta-feira, as atenções se voltam para a Europa, onde ocorrerá a reunião periódica do Banco Central Europeu (BCE). A expectativa é que a autoridade monetária reduza a taxa básica de juros da região de 1,5% para 1% anuais. Os juros estão em queda pelo mundo, como forma de tentar evitar que a desaceleração econômica se aprofunde. Nos EUA, os juros básicos já estão no piso, oscilando em uma faixa que vai de 0% a 0,25%.

Ainda na quinta-feira, os EUA divulgam os números de encomendas feitas à indústria em fevereiro - importante sinalizador do ritmo em que anda a economia.

Para fechar a semana, as atenções mais uma vez se concentram nos EUA. Por lá vão ser divulgados os dados do mercado de trabalho. A expectativa é a de que a taxa de desemprego norte-americana tenha subido de 8,1% para 8,5% em março.