08 de julho de 2026
Polícia

Piccino deixa Seccional

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Réu na ação penal que apura esquema de exploração de jogos de azar através de máquinas caça-níqueis, o delegado de polícia Antônio Carlos Piccino Filho, que até ontem respondia pela Delegacia Seccional de Jaú, nega participação no caso e disse estar chocado com o envolvimento de seu nome no processo. “Fui surpreendido com isso tudo. O único conhecimento que tenho disso é pela imprensa”, afirmou.

Conforme determinação judicial de exoneração do cargo, Piccino não é mais delegado seccional de Jaú. “Saio em férias a partir de amanhã (hoje) primeiro para eu ter tranqüilidade de me defender e segundo para que não digam que eu posso prejudicar as investigações”, comentou.

Sobre a alegação de que faria vistas grossas à prática de jogo de azar, com poucas apreensões de máquinas caça-níqueis, Piccino Filho rebate. “Desde que estou na Delegacia Seccional, de 2006 até 28 de fevereiro, a Polícia Civil de Jaú apreendeu 1.593 máquinas caça-níqueis. Isso não foi avaliado”, frisou.

O JC procurou Roberto de Mello Annibal, ex-diretor do Deinter-4, para falar sobre o caso, mas não o encontrou.