09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Preconceito - uma balança desigual


| Tempo de leitura: 2 min

A crescente crise econômica mundial vem gerando, além da tão enfatizada carência material, um grande desequilíbrio social. Uma das conseqüências decorrente desse fato é o chamado xenofobismo, que pode ser entendido como aversão ao que é diferente. Governos de alguns países, influenciados por crenças nacionalistas, vêm defendendo a tese de que essa discriminação é na verdade uma defesa, pois com a diminuição da oferta de empregos, por exemplo, a presença de estrangeiros pode representar uma ameaça para a população local. Um exemplo desse tipo de atitude é o que vem acontecendo em alguns lugares na Espanha. Pais vão buscar seus filhos na escola e são parados por policias que fazem a checagem de seus documentos.

Além disso, em algumas delegacias há cotas de prisão para estrangeiros que são pegos em situação irregular. Casos assim estão gerando uma grande polêmica e o próprio governo espanhol está sendo acusado por alguns como o responsável de tais atitudes, que são no mínimo xenofóbicas e em alguns casos chegam a ser ilegais. Esse aparente crescimento não faz sentido diante do atual quadro mundial. O preconceito só afasta as nações que nesse momento deveriam se unir mais do que nunca. O mundo, que como um todo de diz democrático, se contradiz ao propor e defender idéias racistas.

Assim como Tarsila do Amaral utilizou da antropofagia para revolucionar idéias, o mundo deveria fazer o mesmo, começando por se abster da ignorância e se revestir de sede cultural. A atitude egoísta mundial trouxe o mundo para o buraco onde ele se encontra. Dessa forma, a atitude dos próprios cidadãos de cada país deve mudar. Em vez de passar tanto tempo tendo medo do vizinho estrangeiro deveriam tentar conhecê-lo. Com isso, a união dos países poderia levar a soluções mais práticas e quem sabe até mais rápidas para os problemas atuais.

Marcela Lopes Alves