10 de julho de 2026
Internacional

Novo chanceler israelense rompe com acordo mediado pelos EUA

Folhapress
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Tel-Aviv - Em seu primeiro discurso como chanceler, o ultranacionalista Avigdor Liberman disse ontem que o novo governo israelense rejeita as atuais negociações de paz com os palestinos, norteadas pela solução de dois Estados para dois povos. Ele alegou que concessões provocariam mais conflitos.

As declarações de Liberman reforçam a previsão de que o governo do premiê direitista Binyamin Netanyahu, empossado anteontem, entrará em rota de colisão com os EUA, o maior aliado de Israel.

A Casa Branca vem pilotando desde a Conferência de Annapolis (EUA), em 2007, a retomada das conversas entre israelenses e palestinos. O texto final do encontro estipulou condições para cada lado e o objetivo principal de criar um Estado palestino independente em Gaza e na Cisjordânia.

Durante a campanha, Netanyahu defendeu a criação de zonas econômicas palestinas em vez de um Estado nacional.

“Aqueles que pensam conseguir respeito e paz por meio de concessões estão errados. É o contrário: (concessões) só causarão mais guerra”, disse o novo chanceler. Ele afirmou que não tem obrigação de seguir a Declaração de Annapolis. “(O texto) não foi ratificado no Parlamento israelense e, portanto, não tem validade”, disse Liberman.