08 de julho de 2026
Nacional

Paraná quer barrar febre amarela

Folhapress
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Londrina - A confirmação de oito mortes por febre amarela no sudoeste de São Paulo colocou o Paraná em alerta. No nordeste do Estado, a Secretaria da Saúde intensificou a vacinação da população de 22 municípios no entorno do rio Paranapanema, na divisa dos dois Estados.

Além da vacinação entre Cambará (norte) e Santana do Itararé (nordeste), o Paraná monitora, desde quinta, a população de macacos prego e bugios em parques, reservas florestais e nas proximidades de represas no rio Paranapanema.

Também foram instaladas barreiras sanitárias por equipes de entomologia para o controle do mosquito vetor da febre amarela silvestre.

A chefe de Vigilância e Controle de Agravos Estratégicos da secretaria, Mirian Woiski, diz que nenhum caso suspeito de febre amarela em humanos ou em macacos foi notificado. “Mas a falta de notificação não vai deixar de nos manter em alerta, já que os oito casos no sudoeste de São Paulo mostram a gravidade da situação.”

Woiski não descarta a antecipação de uma campanha de vacinação contra a febre amarela. A última grande vacinação no Paraná ocorreu em 1999. A vacina vence em dez anos.

“Temos a vacina como rotina em 21 das 22 regionais de Saúde do Paraná, com um índice vacinal muito grande. A intensificação na região norte e nordeste ainda não é uma campanha, mas a região é de turismo, em razão das represas, e orientamos a quem for ao sudoeste de São Paulo que renove a vacina”, afirma Woiski.