08 de julho de 2026
Geral

Morre Carlito Boiadeiro

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O pecuarista Carlos Guilherme, 74 anos, o Carlito Boiadeiro, morreu anteontem em decorrência de uma infecção pulmonar. Dono de fazenda em Bauru e muito conhecido no município e região por comprar e vender bois, inclusive negociando com frigoríficos, ele estava internado no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, para tratar um câncer e não resistiu à infecção. O corpo está sendo velado no salão nobre 1 do Centro Velatório Terra Branca e será enterrado às 9h de hoje, no Cemitério da Saudade.

Consternados com a morte, amigos e familiares descreveram Carlito como uma pessoa batalhadora, cheia de energia, de bem com a vida, sempre alegre e pronta para ajudar quem lhe era próximo. “Era um fazendeiro nato. Começou a vida tocando boiada em comitiva. Adquiriu fazenda aqui em Bauru e no Mato Grosso, onde engordava bois e os negociava. Nos últimos tempos, estava apenas com a fazenda de Bauru, na região da Água Comprida, mas ainda trabalhava”, descreve Hélio Rondon Sant’Agostino, amigo de Carlito há mais de 30 anos.

Integrante de uma família numerosa, Carlito Boiadeiro deixa o filho Thiago de Azevedo Guilherme, dois irmãos e duas irmãs. De hábitos mais caseiros, gostava de receber os amigos em sua fazenda e não media esforço para ajudar quem realmente necessitava. “Quando ainda era casado com a Neusa (Neusa Guilherme Azevedo), eles doaram terreno às margens da Bauru-Iacanga, na Vila São Paulo, para a sede do Lar Escola Rafael Maurício. Todos os anos, ele doava um boi para o churrasco da Vila Vicentina”, conta.

Muito abalada com a morte do amigo, a médica Eliane Fetter Telles Nunes relata que Carlito Boiadeiro era uma pessoa de coração grande, muito emotiva, cheia de energia, alegre e que fará muita falta. “Ele definia exatamente o que é ser amigo. Fazia tudo pelos amigos e em qualquer hora”, afirma ela que, juntamente com seu marido, Antônio Carlos Telles Nunes, eram amigos de Carlito desde a década de 70.

“Era uma pessoa muito especial. Não gostava de badalação, mas recebia os amigos em sua casa com muita festa, inclusive cozinhava. O carneiro que ele fazia era incomparável”, afirma. Na família, era igualmente querido, conta Eliane. “Teve a sorte de ter um filho adorável. Inclusive, será enterrado no sábado porque sobrinhos de Santa Catarina fizeram questão de estar presentes”, completa.