10 de julho de 2026
Geral

Especial Segurança: Se for preciso, vigilantes podem até matar

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

A regra número 1 de um vigilante é estar sempre atento. A número 2 é nunca perder a calma. Em caso de confronto para manter a integridade de alguém ou de algum lugar, a ordem é tentar imobilizar o inimigo, se necessário com um tiro. Mas se a vida dele, ou de outra pessoa estiver em risco, o vigilante pode atirar para matar.

“Quando está em serviço, ele está cumprindo a missão dele que é a de proteger. O vigilante pode e deve agir quando há risco de morte para ele e para terceiros”, afirma o inspetor de segurança Rogério dos Santos, responsável por uma das 11 empresas especializadas em segurança privada em Bauru.

Caso o vigilante mate alguém no exercício da profissão, ele responderá a processo criminal como qualquer outra pessoa, mas pode alegar legítima defesa e tem o direito assegurado de prisão especial, como ocorre com os policiais e pessoas com diploma de nível superior.

Embora sejam em maior número que os policiais, os vigilantes dificilmente se envolvem em confrontos graves. “São pouquíssimas as ocorrências policiais envolvendo vigilantes”, frisa João Francisco Xavier, pioneiro no ramo de segurança privada em Bauru.