08 de julho de 2026
Esportes

Noroeste perto do sétimo rebaixamento

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

O Noroeste entra em campo esta tarde, no Alfredo de Castilho, praticamente rebaixado, porque para se manter na elite do futebol estadual, necessita vencer o Mogi Mirim por uma boa margem de gols, e depender de uma maluca combinação de resultados.

Se isso não acontecer, o clube vermelho e branco, fundado em 1 de setembro de 1910, amargará uma Segundona no ano do seu centenário. Seria esse, o sétimo rebaixamento do Noroeste - o oitavo da história da equipe, computando-se a queda da Série C para a D do Brasileiro.

Primeiro rebaixamento: em 1966, Noroeste e Guarani terminaram o Campeonato Paulista em último lugar e só um clube caía. Num jogo-extra, no Pacaembu, o Bugre venceu por 4 a 2, e o Norusca voltou para a Segunda Divisão, onde esteve até 1953.

Segundo rebaixamento: em 1981, o Noroeste foi o último colocado, e o golpe de misericórdia aconteceu na penúltima rodada, com a derrota de 1 a 0 para o Palmeiras, no Palestra Itália. Enéas foi o algoz. O Noroeste jogou com esse time: Hindemburgo; Valter Nascimento, Dedê, Sidnei e Mauricinho; Ednaldo, Marcelo e Jenildo; Osmair, Parraga (Macalé) e Wallace. Celso Marão foi o técnico nos oito últimos jogos, substituindo Bolão.

Terceiro rebaixamento: em 1985, o Noroeste continuaria na Primeira Divisão se tivesse vencido o Comercial em Bauru, na penúltima rodada. Houve empate de 0 a 0, e o Alvirrubro ficou dependendo de uma vitória do Corinthians sobre o Comercial, na última rodada do segundo turno, um domingo pela manhã, em Ribeirão Preto. Como o Comercial venceu por 1 a 0, restou ao Norusca a dificílima tarefa de vencer o poderoso São Paulo de Falcão, time campeão do ano, comandado pelo técnico Cilinho. O Tricolor venceu por 2 a 0, gols de Muller e Freitas.

O Noroeste jogou com Alexandre; Valter Nascimento, Sidnei, Dedê e Carlos Alberto; Edinho (Eudes), Marcão e Washington; César, Osmair e Paulo Roberto (Pato). Zé Rubens, o eterno tapa buraco, como acontece em 2009, foi o técnico, o quarto do clube bauruense no Paulistão de 1985 – antes dele, Antônio Carlos Fedato, Érico de Paula Coelho, o Nenê Boteco e Celso Marão.

Quarto rebaixamento: em 1993, o Noroeste era considerado rebaixado desde o início do segundo turno. A queda matemática aconteceu quando faltavam quatro rodadas para o término do Campeonato Paulista, ao ser goleado pelo Corinthians por 4 a 1, no Pacaembu. Bobô 2, Marcelo Djian e Marcelinho Paulista marcaram para o Timão. Marcos Roberto descontou.

O Noroeste formou com Sílvio Roberto; Jorge Rauli, Campagnollo, Monteiro e Adinã; Evandro, Marquinhos da Barra e Marquinhos Yamamoto; Marcos Severo (Marco Aurélio), Marcos Roberto e Tequila. O técnico era o ex-jogador Toninho Costa. Antes dele, Arthur Neto e Baroninho.

Quinto rebaixamento: em 1994, os alvirrubros terminaram o campeonato da Série A2 segurando a laterna. O rebaixamento para A3 foi confirmado na penúltima rodada, com a derrota de 2 a 1 para o Juventus, na rua Javari. Soares (o agora técnico Sérgio Soares) e Cuca marcaram para os grenás. Mirandinha, que depois foi para o Corinthians, fez o gol do Noroeste, que formou com Pinhata; Zé Maria, Monteiro, Élton e Fernando; Luís Carlos, Luís Cláudio e Marquinhos Yamamoto; Valdir Lins, Mirandinha e Tequila. Técnico, Marco Antônio Machado. Antes dele, Varlei de Carvalho.

Sexto rebaixamento: em 1999, o Noroeste foi mal na Série A2 e teve que disputar um ‘torneio da morte’. Por ter vencido o Paraguaçuense por 1 a 0, no jogo de ida, só precisava empatar em Paraguaçu Paulista. Vencia por 2 a 0, gols de Marcel, no primeiro tempo, mas levou a virada e caiu para a Série A3, sofrendo três gols quando faltavam 12 minutos para o fim do jogo.

O time foi esse: Marcos; Garrinchinha, Cléber, Nei e Douglas; Alemão, Cláudio, Claudecir e Fernando (Herivélton); Marcel e Tequila. Edson Boaro, o Abobrão, ex-lateral-direto da Ponte Preta e Corinthians, foi o técnico, o terceiro em 99. Antes dele, Luiz Carlos Martins e Baroninho.