10 de julho de 2026
Nacional

Corpo de Márcio Moreira Alves foi cremado ontem no Rio de Janeiro


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Rio de Janeiro - O corpo do jornalista, escritor e ex-deputado Márcio Moreira Alves foi velado na manhã de ontem, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A cerimônia de cremação, fechada para a família, foi na tarde de ontem. Ele morreu anteontem, de falência múltipla dos órgãos, aos 72 anos.

A Prefeitura do Rio e o Governo do Estado decretaram luto oficial pela morte.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi representado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que afirmou que Moreira Alves foi um exemplo de coerência.

Pedro Afonso, um de seus três filhos, disse que o pai foi um excelente jornalista e um mau político: “Ele não entrava em negociações. Era muito direto. Não sabia dizer aquilo que não realmente pensava e, como político, muitas vezes não se faz isso.’’

Foi um discurso de Moreira Alves na Câmara dos Deputados em 1968 que serviu de pretexto para a edição do AI-5, medida mais drástica de exceção durante a ditadura militar brasileira, que permitiu que o governo cassasse unilateralmente mandatos de políticos -como fez com Moreira Alves.

Elogio de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota anteontem na qual lamenta a morte do jornalista e ex-deputado Márcio Moreira Alves. Marcito, como era chamado pelos amigos

Lula diz na nota que o Brasil perde uma “grande democrata” que exerceu com dignidade a profissão de jornalista e o mandato parlamentar.

“Pela sua atuação destemida contra o regime militar, Márcio será reconhecido pela história não só como um grande jornalista mas, sobretudo, como um homem de coragem, que não se curvou ao autoritarismo e lutou com paixão pela democracia”, diz o presidente na nota.

O vice-presidente José Alencar, que está no exercício da Presidência devido à viagem de Lula a Londres (Inglaterra), também divulgou nota na qual diz que recebeu a morte de seu “querido amigo” Marcito com muita tristeza. Ele ressaltou a coragem de Moreira Alves de defender aquilo que acreditava.